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Novos confrontos em Benghazi deixam nove mortos e 30 feridos

Islamitas armados tentam tomar o aeroporto civil e militar da cidade sob controle das tropas governamentais aliadas ao ex-general do exército

16 set 2014
21h23
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Fortes confrontos eclodiram nesta terça-feira entre as forças de um ex-general da Líbia e combatentes islâmicos na cidade oriental de Benghazi, matando pelo menos nove pessoas, disseram médicos.

Islamitas armados estão tentando tomar o aeroporto civil e militar de Benghazi sob controle das tropas governamentais aliadas ao ex-general do exército Khalifa Haftar, em um dos vários conflitos que atingem a Líbia três anos após a derrubada de Muammar Gaddafi.

O governo e o Parlamento já tiveram que deixar a capital, Trípoli, após combatentes tomarem o controle na região.

No confronto desta terça-feira em Benghazi, nove soldados foram mortos e 30 ficaram feridos quando os islamitas fizeram nova investida para se aproximar do aeroporto, disse um médico do hospital.

"Nós ainda estamos controlando o aeroporto", disse Saqer al-Jouroushi, comandante da defesa aérea de Haftar, à Reuters, acrescentando que as suas tropas tinham conseguido deixar prontos quatro helicópteros velhos e quatro caças MiG da era Gaddafi.

Haftar, que serviu no exército de Gaddafi e foi acusado pelo governo pós-revolução de tentar dar um golpe contra ele, declarou guerra contra várias facções islâmicas e juntou-se às forças do governo em Benghazi.

Mas o fraco governo é incapaz de controlar os ex-rebeldes que ajudaram a derrubar Gaddafi e agora estão lutando entre si pelo poder. As potências ocidentais e vizinhos da Líbia temem que o país se transforme em um Estado falido.

O governo da Líbia e Câmara dos Deputados eleita em agosto mudaram-se para a remota cidade do leste Tobruk, após um grupo armado da cidade ocidental de Misrata tomou Trípoli e a maioria das instituições governamentais.

As forças de Misrata agora no controle de Trípoli montaram um parlamento rival e um governo que não foram reconhecidos pela comunidade internacional.

Embora a maior parte dos confrontos na capital tenham terminado, as forças de Misrata vêm tentando cercar a área tribal do Warshefana, a oeste de Trípoli. Moradores relatam fortes bombardeios durante semanas.

"Os combates em Warshefana, que vêm ocorrendo há várias semanas, deixaram muitos mortos e feridos, e afetaram seriamente os serviços de saúde na região", disse o Comitê Internacional da Cruz Vermelha em um comunicado depois que uma de suas equipes entregaram ajuda a um hospital local.

"O hospital, sobrecarregado pelo fluxo de pacientes feridos de guerra e virtualmente isolado do mundo exterior, tem sido assolado por uma grave escassez de medicamentos e suprimentos médicos", disse a Cruz Vermelha.

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