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EUA sabiam que refém sul-africano seria libertado, diz ONG

Presidente de ONG estava negociando libertação de refém sul-africano há um ano

6 dez 2014
13h27
atualizado às 15h28
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Os americanos sabiam que a libertação do refém sul-africano morto no sábado no Iêmen era iminente, declarou Imtiaz Sooliman, presidente da organização de caridade muçulmana Gift of the Givers que negociava com os sequestradores há mais de um ano.

O presidente da ONG estava negociando a libertação do sul-africano há um ano
O presidente da ONG estava negociando a libertação do sul-africano há um ano
Foto: Twitter

"Tenho certeza que eles sabiam (...) Eu não posso dizer que os americanos sabiam onde eles estavam (...), mas muitas pessoas sabiam que ele seria libertado", disse em uma entrevista coletiva em Johanesburgo.

Segundo ele, os militares americanos intervieram para impedir que sua refém fosse decapitado como a Al-Qaeda ameaçou.

"Eu tive uma premonição ontem à noite(sexta-feira), quando Anas (o representante da ONG no Iêmen) me enviou uma mensagem. Eu perguntei a ele se ele sabia que a Al-Qaeda havia ameaçado executar o refém americano. Eu disse que esse era o meu maior medo, que acreditava que eles iriam fazer isso (...) e que antes de fazê-lo, as tropas americanos iriam atacar e Pierre morreria no caminho", contou.

"E pedi para que ele avisasse os líderes tribais para que não esperássemos até domingo", continuou ele, referindo-se a Pierre Korkie, de 57 anos, o professor sul-africano morto.

"Nós não podemos culpar ninguém por isso, é uma situação de crise e cada trabalha de acordo com seus interesses (...) Eles (os americanos) provavelmente também são pressionados pelas famílias. Nós não podemos culpar ninguém, é apenas muito lamentável o que aconteceu", acrescentou.

Gift of the Givers foi contactada em 2013 para ajudar na libertação de Peter e de sua esposa Yolande Korkie depois de seu sequestro em maio de 2013. A esposa foi libertada em janeiro deste ano.

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 

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