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Diretor do coral da Capela Sistina renuncia após alegações de fraude

10 jul 2019
11h51
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O diretor do coral da Capela Sistina, que proporciona o fundo musical para eventos papais há séculos, renunciou em reação a alegações de fraude e desvio de recursos.

Coral da capela Sistina, na Basília de São Pedro, no Vaticano
02/02/2017
REUTERS/Alessandro Bianchi
Coral da capela Sistina, na Basília de São Pedro, no Vaticano 02/02/2017 REUTERS/Alessandro Bianchi
Foto: Reuters

O monsenhor Massimo Palombella "concluiu seu serviço" depois que o papa Francisco aprovou seu pedido para encerrar sua atividade, disse o Vaticano em um comunicado nesta quarta-feira. Palombella, de 51 anos, ocupava o posto há nove anos.

O coral, composto por homens e meninos e um dos mais antigos do mundo, canta em missas papais, grava com um grande selo e faz turnês.

O comunicado desta quarta-feira não fez menção a uma investigação interna envolvendo Palombella e Michelangelo Nardella, que já foi diretor administrativo e gerente de turnês do coral.

Ambos negaram irregularidades. A advogada de Palombella não quis comentar, e o representante de Nardella não respondeu de imediato a um telefonema.

O porta-voz do Vaticano, Alessandro Gisotti, disse que a investigação, que começou no ano passado para averiguar possíveis irregularidades financeiras, continua.

Palombella dirigiu o coral até a semana passada, mas na prática Nardella já havia sido substituído em janeiro, quando o papa colocou a instituição a cargo de outro departamento do Vaticano e indicou um arcebispo italiano para supervisionar as finanças.

No ano passado, o coral se apresentou na recepção de gala da abertura de uma exibição do Museu de Arte Metropolitana de Nova York. No entanto, a turnê nos Estados Unidos foi cancelada sem explicação, e a gravação de um novo CD tampouco aconteceu.

Quando o inquérito começou, no ano passado, a mídia italiana noticiou que Palombella e Nardella eram suspeitos de desviar dinheiro a um banco da Itália e usá-lo para despesas pessoais.

O coral conta com 20 profissionais adultos remunerados e 35 meninos de menos de 13 anos conhecidos como Pueri Cantores.

À época em que a investigação foi iniciada, também surgiram relatos de que alguns pais se queixaram de que Palombella era excessivamente rígido ao repreender os meninos verbalmente quando eles não tinham um bom desempenho.

O coral foi fundado em 1471, e suas origens remontam à Schola Cantorum instituída pelo papa Gregório, o Grande, por volta do ano 600.

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