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Desabamento da Ponte Morandi, em Gênova, completa um mês

Centenas de pessoas homenagearam as 43 vítimas da tragédia

14 set 2018
08h54
atualizado às 09h21
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A cidade de Gênova, na Itália, parou para homenagear as 43 pessoas que morreram no desabamento da Ponte Morandi, tragédia que completa um mês nesta sexta-feira (14).

Um colapso estrutural provocou a queda do trecho central da ponte no dia 14 de agosto de 2018. O acidente deixou 43 vítimas, além de mais de 500 desabrigados.

Centenas de pessoas se reuniram em diversos pontos de Gênova, principalmente na Piazza De Ferrari, situada no coração da cidade, para relembrar as vítimas da tragédia. Entre os participantes, estavam o prefeito Marco Bucci, parentes da vítimas do desabamento e diversos moradores que se solidarizaram e também participaram do ato.

O público pendurou cartazes, bilhetes e flores nos destroços da ponte.

"Para nós, genoveses, o colapso da Ponte Morandi foi uma tragédia terrível, como um marco zero para Nova York. Hoje lembramos das vítimas e pensamos em reconstrução para sair da tragédia com a cidade mais forte e maior do que antes", disse Bucci.

"Gênova não espera por desejos ou confiança, mas por uma concretude de escolhas e comportamentos. A cidade foi atingida por uma tragédia inaceitável e a reconstrução é um dever para voltar à normalidade, uma esperança que deve ser concretizada com absoluta transparência e máxima competência", escreveu, por sua vez, o presidente da Itália, Sergio Mattarella.

Ainda segundo o chefe de Estado italiano, a cidade teve uma "grande solidariedade e força de espírito" no momento que passou pelos dias de luto.

"A justiça é a primeira coisa, para saber o que aconteceu o que produziu algo assim. A Procuradoria está fazendo um excelente trabalho e o tribunal nos dirá o que realmente aconteceu", afirmou o governador da Ligúria, Giovanni Toti.

Após um mês da tragédia, as autoridades de Gênova já apresentaram o projeto do novo viaduto que será construído no lugar da Ponte Morandi. A previsão é que a estrutura fique pronta até novembro de 2019. O arquiteto Renzo Piano assina o projeto.

Além disso, o Ministério Público de Gênova abriu um inquérito contra 20 pessoas e uma empresa pela tragédia. Os indivíduos são investigados por múltiplo homicídio culposo, desastre culposo e atentado culposo à segurança dos transportes. A concessionária Autostrade per l'Italia, por sua vez, responderá por múltiplo homicídio culposo agravado por desrespeito às normas antiacidentes.

Ansa - Brasil   

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