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COP25 começa em Madri em busca de avanços concretos

Cúpula climática da ONU acontece até 13 de dezembro

2 dez 2019
08h59
atualizado às 11h36
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Começou nesta segunda-feira (2), em Madri, na Espanha, a Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas, a COP25, que era para acontecer em Santiago, mas mudou de sede por causa dos protestos contra a desigualdade no Chile.

António Guterres durante COP25, em Madri
António Guterres durante COP25, em Madri
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Em seu discurso de abertura do evento, o secretário-geral da ONU, António Guterres, alertou que a humanidade precisa escolher entre a "esperança" de um mundo melhor e a "rendição". "Nós realmente queremos ser lembrados como a geração que escondeu a cabeça na areia enquanto o planeta queimava?", questionou.

Guterres citou dados que mostram que a concentração de gases do efeito estufa no planeta atingiu um nível recorde e disse que, se não houver uma ação rápida para conter as emissões, "todos os nossos esforços para combater as mudanças climáticas estão destinados ao fracasso".

O Acordo de Paris sobre o clima, assinado em 2015, tem como principal meta manter o aquecimento global neste século inferior a 2ºC acima dos níveis pré-industriais, mas com esforços para limitar essa expansão a 1,5ºC. O aumento, no entanto, já gira em torno de 1ºC, o que aponta para um descumprimento do objetivo.

"Há 10 anos, se os países tivessem agido guiados pela ciência, eles precisariam ter reduzido as emissões em 3,3% por ano. Agora precisamos cortar as emissões em 7,6% por ano", acrescentou o secretário-geral.

Negociações

A COP25 acontece até 13 de dezembro e reúne 196 países, cujos negociadores tentarão encontrar maneiras de reduzir as emissões de gases do efeito estufa, fenômeno que está na origem do aquecimento global e da atual crise climática no planeta.

As tratativas também buscam definir as regras dos mercados de carbono - venda de créditos de países mais verdes para nações mais poluentes - e mecanismos de ajuda para Estados vulneráveis.

Os maiores emissores de poluentes, como Estados Unidos, China e Índia, enviaram apenas delegações ministeriais ou de segundo escalação para a cúpula - o presidente Donald Trump já formalizou a retirada dos EUA do Acordo de Paris, que terá efeito em 4 de novembro de 2020.

A COP25 acontece sob presidência do Chile, apesar da mudança de sede, com apoio logístico da Espanha e da União Europeia. A ativista sueca Greta Thunberg chegará em Lisboa nesta terça-feira (3), após atravessar o Atlântico de veleiro, e também deve participar da cúpula.

Ansa - Brasil   
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