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Conselho de Segurança Nacional de Israel averigua acusações contra spyware da NSO, diz fonte

21 jul 2021 11h56
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Israel estabeleceu uma equipe interministerial sênior para averiguar as acusações cada vez maiores de que um spyware vendido por uma empresa israelense tem sido mal utilizado globalmente, disse uma fonte israelense nesta quarta-feira, acrescentando que uma revisão de exportações era improvável.

04/06/2019
REUTERS/Keren Manor
04/06/2019 REUTERS/Keren Manor
Foto: Reuters

A equipe é liderada pelo Conselho de Segurança Nacional de Israel, que responde ao primeiro-ministro Naftali Bennett e tem uma área de especialidade mais ampla do que o Ministério da Defesa, que supervisiona as exportações do software Pegasus, da NSO, disse a fonte.

"Este evento está além do alcance do Ministério da Defesa", disse a fonte, se referindo a potenciais repercussões diplomáticas após reportagens esta semana de supostos mal usos do Pegasus na França, no México, na Índia, em Marrocos e no Iraque.

Comentando esse último desdobramento, um porta-voz da NSO disse: "Acolhemos qualquer decisão do governo de Israel e estamos convencidos de que não há falhas nas atividades da empresa."

O gabinete de Bennett se recusou a comentar. Discursando em uma conferência cibernética na quarta-feira, o primeiro-ministro não mencionou o assunto da NSO.

Uma investigação global publicada no domingo por 17 organizações de imprensa, liderada pelo grupo de jornalismo sem fins lucrativos com sede em Paris Forbidden Stories, disse que o Pegasus foi usado em tentativas de invasão e invasões bem-sucedidas a celulares de jornalistas, autoridades governamentais e ativistas de direitos humanos.

A NSO rejeitou as reportagens da imprensa, dizendo que elas eram cheias de "suposições erradas e teorias sem corroboração". O Pegasus deve ser usado apenas por agências governamentais de inteligência e policiais para combater o terrorismo e o crime, disse a NSO.

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