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Confrontos na Nigéria deixam quase 90 mortos

Conflitos foram motivados por questões étnicas e de terras

25 jun 2018
13h10
atualizado às 13h46
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Pelo menos 86 pessoas morreram em confrontos no último fim de semana em diversas vilas no centro da Nigéria, informou a polícia do estado de Plateau.

A violência, que começara no sábado (23), na região de Barkin Ladi, gerou represálias neste domingo (24), em Jos. Os ataques se deram entre pastores da tribo Fulani, de maioria muçulmana, contra agricultores cristãos e foram motivados por questões étnicas, disputas por terras e lutas por recursos.

Além dos mortos, o conflito resultou em seis feridos e cerca de 50 casas incendiadas, relatou o porta-voz da polícia de Plateau, Terno Tyopev. O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, usou o Twitter para pedir calma à população, enquanto os militares e a polícia põem fim ao banho de sangue, e disse que o governo não descansará até que "todos os assassinos e criminosos sejam levados à justiça".

O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, pediu calma à população pelo Twitter
O presidente da Nigéria, Muhammadu Buhari, pediu calma à população pelo Twitter
Foto: Shannon Stapleton/File Photo / Reuters

Simon Bako Lalong, governador do estado, também usou a rede social para pedir paz e diálogo à população, além de ter declarado nesta segunda-feira (25) um toque de recolher de 12 horas, entre 18h e 6h. "Ainda que eu entenda que as tensões estejam altas neste momento de luto, eu peço que mantenhamos a calma e cooperemos com as operações de segurança para lidar com essa situação infeliz", escreveu.

As lutas por recursos naturais se instalaram na Nigéria no início do século, e a violência dos conflitos se tornou uma das maiores preocupações do país, que terá eleições presidenciais no ano que vem.

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