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Cidadãos de Sri Lanka fogem de Colombo durante crise no país

12 mai 2022 10h35
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Muitos cingaleses lotaram ônibus na principal cidade do Sri Lanka, Colombo, nesta quinta-feira, para retornar às suas cidades de origem durante um breve relaxamento do toque de recolher, imposto depois que o primeiro-ministro renunciou e se escondeu e o presidente Gotabaya Rajapaksa alertou para a anarquia.

A nação insular no extremo sul da Índia, com vista para as rotas marítimas entre a Europa e a Ásia, está enfrentando sua pior crise econômica desde a independência. A violência eclodiu na segunda-feira depois que simpatizantes do ex-primeiro-ministro Mahinda Rajapaksa, irmão mais velho do presidente, atacaram um acampamento de protesto antigoverno em Colombo.

Seguiram-se dias de represálias violentas contra figuras do governo alinhadas ao poderoso clã Rajapaksa. O Exército foi chamado para patrulhar as ruas e a polícia disse que 9 pessoas morreram e mais de 300 ficaram feridas nos confrontos.

As forças de segurança receberam ordens de atirar para evitar violência e saques.

Centenas de pessoas lotaram a principal estação rodoviária de Colombo depois que as autoridades suspenderam o toque de recolher às 7h de quinta-feira.

As ruas da capital comercial estavam calmas, embora houvesse filas nos supermercados, conforme as pessoas se aventuravam a comprar suprimentos essenciais antes que o toque de recolher fosse restabelecido às 14h.

"Chegamos ao fundo do poço economicamente", disse Nimal Jayantha, um motorista que estava na fila para abastecer depois que o toque de recolher foi suspenso.

"Não tenho tempo para fazer meu trabalho. Enquanto fico na fila para o combustível, o toque de recolher será imposto. Vou ter que ir para casa sem dinheiro."

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