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China rebate críticas da OMS a política de 'Covid zero'

Pequim disse que Tedros Adhanom deu 'declarações irresponsáveis'

11 mai 2022 09h52
| atualizado às 12h37
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O governo da China rebateu nesta quarta-feira (11) as críticas do diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom, sobre a política de "Covid zero" adotada pelo país.

Xangai, cidade mais populosa da China, está em lockdown devido a surto de Covid
Xangai, cidade mais populosa da China, está em lockdown devido a surto de Covid
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Segundo o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores de Pequim, Zhao Lijian, as declarações do etíope de que essa estratégia é "insustentável" foram "irresponsáveis".

"A ação da China contra a Covid evolui com base na situação atual e leva em conta o ritmo das mudanças. É claramente diferente de outros países que defendem a imunidade de rebanho e políticas relaxadas", declarou Zhao.

O porta-voz ainda pediu que as pessoas olhem para as políticas chinesas contra a pandemia de modo "objetivo e racional".

Um dia antes, Adhanom havia dito que a estratégia de "Covid zero" é "insustentável, considerando o comportamento do vírus e o que esperamos no futuro".

Desde o começo da pandemia, a China vem adotando uma postura linha dura para frear a disseminação do novo coronavírus, com lockdown em cidades inteiras e testagem em massa ao menor sinal de crescimento nos contágios.

Recentemente, no entanto, essa estratégia provocou protestos na cidade mais populosa do país, Xangai, que está em confinamento há mais de um mês por causa de um surto de Covid.

As declarações do diretor da OMS sobre a estratégia chinesa foram censuradas no país, com bloqueio nas redes sociais a termos como "Tedros" e "WHO" (sigla em inglês para OMS).

A China acumula 2,3 milhões de casos e 14.550 óbitos desde o início da pandemia, sendo que 667 mil contágios e 1.026 mortes foram registrados apenas nos últimos 28 dias, de acordo com o monitoramento da Universidade Johns Hopkins, dos EUA.

Ansa - Brasil   
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