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China diz que ex-diplomata canadense preso no país não tem imunidade diplomática

14 jan 2019
10h32
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O ex-diplomata canadense Michael Kovrig, detido na China sob suspeita de ameaçar a segurança nacional, não tem direito a imunidade diplomática, disse o Ministério de Relações Exteriores chinês nesta segunda-feira.

Homem segura cartaz pedindo libertação de Wang Bingzhang e Michael Kovrig, em Vancouver 11/12/2018 REUTERS/Lindsey Wasson
Homem segura cartaz pedindo libertação de Wang Bingzhang e Michael Kovrig, em Vancouver 11/12/2018 REUTERS/Lindsey Wasson
Foto: Reuters

O primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, criticou a China na sexta-feira por prender dois canadenses depois que uma importante executiva chinesa foi detida no Canadá a pedido dos Estados Unidos.

Trudeau também acusou a China de "não respeitar os princípios de imunidade diplomática" em um dos casos.

Questionada sobre os comentários de Trudeau, a porta-voz do Ministério de Relações Exteriores da China Hua Chunying disse que a "relevante pessoa canadense" deveria "estudar seriamente" a Convenção de Viena antes de falar, para não "se tornar motivo de piada".

"Não importa como você olhe para isso, Michael Kovrig não tem imunidade diplomática de acordo com a Convenção de Viena", disse.

Kovrig não serve atualmente como diplomata e entrou na China em sua mais recente viagem com um passaporte normal e visto de negócios, disse.

Kovrig foi um dos dois canadenses detidos na China dias depois da prisão em 1º de dezembro da diretora financeira da Huawei Technologies, Meng Wanzhou, em Vancouver, a pedido dos Estados Unidos.

O outro canadense preso na China é o empresário Michael Spavor.

A China não relacionou a prisão dos dois canadenses com a detenção de Meng no Canadá e diz que os dois homens estão sendo investigados de acordo com a lei chinesa.

Entretanto, diplomatas do Ocidente que vivem em Pequim tem chamado as prisões de claras represálias a detenção de Meng e dito que os dois são "reféns políticos" sendo usados como vantagem por Pequim.

A Huawei, maior fornecedora de equipamentos para redes de telecomunicações do mundo, tem se tornado o foco de minuciosa vigilância por países do Ocidente preocupados com seu relacionamento com o governo de chinês.

Os Estados Unidos têm sugerido que os equipamentos da companhia podem ser usados por autoridades chinesas para espionagem.

Autoridades norte-americanas afirmam que Meng enganou bancos internacionais para permitir transações com o Irã, alegando que duas companhias que fizeram transações com o país eram independentes da Huawei.

Entretanto, arquivos corporativos e outros documentos encontrados pela Reuters no Irã e na Síria mostram que a Huawei tem ligações próximas com ambas empresas.

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