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China autoriza que observadores da UE visitem Xinjiang

Pequim é acusada de práticas de tortura contra minoria uigur

15 set 2020
09h58
atualizado às 10h52
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A China autorizou nesta quinta-feira (15) que um grupo de observadores da União Europeia viaje para Xinjiang para "entender verdadeiramente" o que acontece na região com a minoria uigur. A liberação ocorre menos de 24 horas depois de um pedido formal de Bruxelas para a visita.

Protestos internacionais denunciam situação de minoria uigur na China
Protestos internacionais denunciam situação de minoria uigur na China
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Diversos governos e entidades internacionais acusam Pequim de criar campos de concentração para os praticantes da fé islâmica, o que os chineses sempre negaram dizendo que o que criaram na área são "campos de educação profissional e ensino".

Um dos porta-vozes do Ministério das Relações Exteriores, Wang Wenbin, informou que os representantes do bloco "são bem-vindos" e que a visita será boa para "entender a situação real, evitando acreditar no que dizem".

"A UE expressou o desejo de visitar Xinjiang, e a China aceitou e está disposta a firmar acordo", acrescentou. No entanto, o representante não informou se a visita seria realizada de maneira independente ou se seria acompanhada formalmente pelo governo.

Fontes diplomáticas de Pequim informaram à ANSA que, no passado, foram asseguradas visitas aos representantes que tem a capital chinesa com base, mas que eles precisaram seguir "rígidos protocolos" com uma "baixa interação com a população" de Xinjiang.

Para os chineses, as acusações de torturas e abusos contra os uigures são parte de uma "ação politicamente motivada", baseada em falsidades.

Porém, diversos grupos de direitos humanos publicaram relatórios e dossiês usando imagens de satélites - bem como depoimentos - em que mostram que mais de um milhão de pessoas da minoria islâmica são fechados em grupos de reeducação política enquanto uma ação de "assimilação forçada" é realizada contra professores, líderes religiosos e ativistas locais.

Já o pedido europeu ocorre durante uma importante reunião bilateral entre o bloco e a China em que os líderes dos 27 países-membros tentam vincular às questões dos direitos humanos à assinatura de futuros acordos comerciais e de investimentos. .
   

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