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Chefe da ONU lamenta "epidemia de golpes" e pede ação do Conselho de Segurança

26 out 2021 16h36
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O chefe da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, repudiou nesta terça-feira o que classificou como uma "epidemia de golpes de Estado" e pediu que o Conselho de Segurança atue para detê-los de maneira efetiva, enquanto o organismo de 15 membros se preparava para debater a tomada de poder pelos militares no Sudão.

21/09/2021
REUTERS/Eduardo Munoz/Pool
21/09/2021 REUTERS/Eduardo Munoz/Pool
Foto: Reuters

"O povo sudanês mostra muito claramente seu desejo intenso por reforma e democracia", disse o secretário-geral aos repórteres ao voltar a criticar a tomada de poder pelo Exército do país africano na segunda-feira e pedir que todas as partes demonstrem "moderação máxima".

O principal general sudanês, Abdel Fattah al-Burhan, defendeu nesta terça-feira a manobra militar, dizendo que depôs o governo do primeiro-ministro, Abdalla Hamdok, para evitar uma guerra civil.

Tratou-se da mais recente de uma série de tomadas de poder militares em Mianmar, no Máli e na Guiné e de tentativas de golpe em vários outros países.

O Conselho de Segurança, que tem o poder de impor sanções ou autorizar ações militares, está dividido sobre como abordar diversos conflitos, e os Estados Unidos e outros membros ocidentais da entidade se chocam com a Rússia e a China. O conselho deve se reunir a portas fechadas para debater o Sudão ainda nesta terça-feira.

Guterres destacou grandes desavenças geopolíticas, as "dificuldades (do Conselho de Segurança) para adotar medidas duras" e o impacto econômico e social da pandemia de Covid-19 para criar "um ambiente em que alguns líderes militares sentem que têm impunidade total".

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