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Chanceler do Irã se reúne com homólogo chinês uma semana antes da viagem de Trump a Pequim

6 mai 2026 - 09h23
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O ‌ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, reuniu-se com o principal diplomata da China em Pequim nesta quarta-feira, ressaltando os laços estreitos entre os dois países pouco antes de o presidente dos EUA, Donald Trump, viajar para se reunir com Xi Jinping.

A visita ⁠de Araqchi, anunciada pela agência de notícias estatal Xinhua, é a ‌primeira viagem dele à China desde que a guerra de EUA e Israel contra o Irã desencadeou o mais grave choque global ‌de fornecimento de petróleo da história, ‌ameaçando a segurança energética da China, o maior importador de ⁠petróleo do mundo.

Após a reunião, o Ministério das Relações Exteriores do Irã disse que Araqchi informou o ministro das Relações Exteriores, Wang Yi, sobre as conversas com os EUA e disse: "O Irã, assim como demonstrou força ao se defender e continua totalmente preparado para ‌enfrentar qualquer agressão, também é sério e firme no campo da diplomacia."

"Faremos ‌o possível para proteger ⁠nossos direitos e ⁠interesses legítimos nas negociações", declarou Araqchi, de acordo com a Agência de Notícias ⁠dos Estudantes Iranianos. "Só aceitamos um ‌acordo justo e abrangente", ‌acrescentou ele, com relação às conversações entre Teerã e Washington.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse, após as conversações, que "a atual situação regional está em um momento crítico de transição ⁠da guerra para a paz", acrescentando que "a China acredita que a cessação completa das hostilidades é imperativa, reiniciar o conflito é inaceitável e persistir nas negociações é particularmente importante."

Também pediu às "partes envolvidas" que restaurem prontamente a "passagem normal e ‌segura" pelo Estreito de Ormuz. Sobre a questão nuclear, disse que "a China aprecia o compromisso do Irã de não desenvolver armas nucleares, ⁠ao mesmo tempo em que reconhece o direito legítimo do Irã ao uso pacífico da energia nuclear."

No início desta semana, o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, pediu à China que intensificasse seus esforços diplomáticos para persuadir o Irã a abrir o estreito para a navegação internacional.

Bessent disse que Trump e Xi trocariam opiniões sobre o Irã pessoalmente durante suas conversas de 14 a 15 de maio em Pequim. Ele acrescentou que os dois tentarão manter o relacionamento entre os EUA e a China nos trilhos após uma trégua comercial em outubro.

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