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Cerca de 1 milhão de pessoas protestam nas ruas de Santiago

Piñera voltou atrás com proposta de aumento da tarifa do transporte público, que culminou no início dos protestos há uma semana

25 out 2019 19h29
| atualizado às 19h29
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Cerca de 1 milhão de pessoas protestam nas ruas de Santiago
Cerca de 1 milhão de pessoas protestam nas ruas de Santiago
Foto: Reuters

A capital do Chile é palco de um protesto que reúne cerca de 1 milhão de pessoas nesta sexta-feira, 25, na Plaza Itália, principal ponto de encontro dos manifestantes que há uma semana vão às ruas de Santiago e de todo o país para protestar contra o governo do presidente Sebastián Piñera e a falta de condições econômicas para a população mais pobre.

A informação foi fornecida pela governadora da região metropolitana, Karla Rubilar, por meio de sua conta no Twitter.

"A RM (Região Metropolitana) é proganosta de uma pacífica marcha de cerca de 1 milhão de pessoas que representam o sonho de um novo Chile, de forma transversal sem distinção", escreveu.

Bandeiras chilenas, apitos, cartazes e panelas são levados pelos manifestantes, que se concentram em uma marcha pacífica. O país está marcado pelo alto nível de repressão dos protestos, que já deixaram ao mínimo 19 mortos, somente em uma semana, enquanto denúncias de torturas e agressões feitas pela polícia e pelo Exército são feitas por insitutos de proteção aos direitos humanos.

O alto índice de feridos e mortos fez com que a alta-comissária para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU) e ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet, enviasse uma equipe para investigar as denúncias. O convite foi feito pelo próprio Piñera.

Os manifestantes, que até o momento não são representados por organizações ou partidos políticos, expressam demandas de melhores salários, pensões e ensino público. As manifestações são as maiores desde o restabelecimento da democracia no país, após a ditadura do ex-presidente Augusto Pinochet (1973-1990).

Na periferia da capital, caminhoneiros e cidadãos que utilizam o transporte público do país bloquearam estradas também nesta sexta, após terem decretado greve geral. Os caminhões circulavam lentamente pela rota que une o país de norte a sul, onde se somaram motoristas e ciclistas com bandeiras chilenas e cartazes.

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Estadão
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