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Casos de Covid-19 entre catadores de frutas imigrantes despertam temor de abusos em Portugal

4 mai 2021
16h02 atualizado às 16h17
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16h02 atualizado às 16h17
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O governo de Portugal disse nesta terça-feira que protegerá os direitos dos catadores de frutas e vegetais imigrantes e os manterá a salvo da Covid-19 depois que uma onda de infecções no setor redespertou preocupações com as condições em que eles vivem.

Tailandês prepara árvore frutífera perto de Odemira, em Portugal
 7/2/2019    REUTERS/Rafael Marchante
Tailandês prepara árvore frutífera perto de Odemira, em Portugal 7/2/2019 REUTERS/Rafael Marchante
Foto: Reuters

Enquanto Portugal entrava na fase final de relaxamento de um lockdown nacional na semana passada, cordões sanitários foram instalados em Odemira, município do sul onde centenas de estufas cobertas de plástico dependem de mão de obra imigrante para funcionar.

Moradores de duas paróquias estão proibidos de entrar e sair. Uma delas, São Teotônio, relatou 1.910 casos por 100 mil habitantes em um período de 14 dias - a média do país é de cerca de 64 casos.

Para enfrentar o problema, o governo assumiu temporariamente uma estância ecológica particular de Odemira, onde imigrantes considerados contatos de alto risco podem se isolar. Aqueles que forem diagnosticados com Covid-19 serão transferidos para instalações locais.

"Nossa prioridade é a saúde pública dos imigrantes", disse o ministro do Interior, Eduardo Cabrita, durante uma visita a Odemira. "Quero que aqueles que vêm trabalhar em Portugal tenham os mesmos direitos dos portugueses que trabalham no exterior".

Muitos dos trabalhadores imigrantes, saídos de países como Nepal, Índia e Bangladesh e também do leste da Europa - vivem em alojamentos lotados com poucas comodidades.

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