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Casa Branca rejeita ideia de que soltura de executiva da Huawei foi troca de prisioneiros

27 set 2021 20h12
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A Casa Branca afirmou nesta segunda-feira que a soltura quase simultânea de uma importante executiva da empresa chinesa Huawei e de dois canadenses detidos pouco após a prisão dela não foi uma troca de prisioneiros, mas disse que os dois casos foram mencionados em um telefonema entre os presidentes da China e dos Estados Unidos há algumas semanas. 

Diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou
24/09/2021
REUTERS/Jesse Winter
Diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou 24/09/2021 REUTERS/Jesse Winter
Foto: Reuters

Na sexta-feira, a diretora financeira da Huawei, Meng Wanzhou, voltou do Canadá para a China após firmar um acordo com promotores norte-americanos para encerrar um caso de fraude bancária, que era um ponto de tensão entre China e Estados Unidos. 

Algumas horas depois da notícia do acordo, os dois canadenses que tinham sido presos pouco tempo depois da detenção da executiva foram soltos na China e estavam voltando para o Canadá. A China negou que as prisões tinham alguma ligação. 

Quando perguntada se a Casa Branca estaria envolvida na negociação de uma "troca de prisioneiros", a secretária de imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, rejeitou a premissa.

Um acordo fechado entre a procuradoria e Meng foi "uma ação do Departamento de Justiça, que é um Departamento de Justiça independente. Isso é uma questão de aplicação da lei", disse Psaki, acrescentando: "Não há ligação". 

Mas Psaki também confirmou que numa ligação no dia 9 de setembro o líder chinês, Xi Jinping, havia mencionado o caso e que o presidente norte-americano, Joe Biden, havia feito pressão pela libertação de dois canadenses, o empresário Michael Spavor e o ex-diplomata Michael Kovrig, que estavam detidos na China há mais de 1 mil dias. 

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