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Canadá vai às urnas com Justin Trudeau ameaçado

Escândalos abalaram a imagem do premier antes da eleição

21 out 2019
08h27
atualizado às 09h05
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O Canadá vai às urnas nesta segunda-feira (21) para eleger seu novo Parlamento, em uma disputa que ameaça tirar o primeiro-ministro Justin Trudeau do poder após apenas um mandato.

Justin Trudeau em ato de campanha em Vaughn, na província de Ontário
Justin Trudeau em ato de campanha em Vaughn, na província de Ontário
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Celebrado como o "anti-Trump" no cenário internacional por suas políticas para igualdade de gênero e imigrantes, Trudeau enfrentou uma campanha difícil e viu sua popularidade ser abalada por dois escândalos apenas neste ano.

No primeiro, a ex-ministra da Justiça Jody Wilson-Raybould o acusou de pressioná-la para impedir a Procuradoria-Geral de abrir um inquérito contra a SNC-Lavalin, uma das maiores empresas do Canadá e que atua nos setores de construção civil, óleo e gás, metalurgia e mineração.

No segundo, o premier teve de se explicar por ter tirado fotos com blackface antes de entrar para a política, o que colocou em xeque seu discurso antirracismo. A maioria das pesquisas aponta um empate técnico entre o Partido Liberal (LPC), liderado por Trudeau, e o Partido Conservador (CPC), de Andrew Scheer, que tenta devolver a centro-direita ao poder.

Ainda que vença, Trudeau dificilmente repetirá o resultado de 2015, quando seu partido teve quase 40% dos votos. Já uma eventual derrota seria a primeira de um chefe de governo com maioria parlamentar no Canadá em 84 anos.

Sentindo que um dos poucos líderes progressistas de uma potência internacional pode estar em perigo, o ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama apoiou Trudeau publicamente, afirmando que o mundo precisa de sua liderança.

As pesquisas também apontam que nenhum partido deve obter maioria no Parlamento, e o vencedor provavelmente terá de buscar alianças para governar. No caso do LPC, a aposta deve ser no Novo Partido Democrático (NDP), do líder sikh Jagmeet Singh.

Já o CPC deve recorrer ao Bloco de Québec, que defende a soberania da única região de língua francesa do Canadá. Scheer, o líder dos "tories", busca se colocar como um "canadense normal" contra o estrelismo de Trudeau e vender um conservadorismo que também dialogue com as minorias.

Ansa - Brasil   
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