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Camada de gelo derrete 70 anos antes do previsto no Canadá e impressiona cientistas

18 jun 2019
14h57
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Uma expedição descobriu que o permafrost --tipo de solo composto por terra e rocha congelados-- em postos avançados no Ártico canadense está descongelando 70 anos antes do previsto, no mais recente indício de que a crise climática global está mais acelerada do que os cientistas estimam.

Equipamento movido a energia solar coleta dados no permafrost --solo composto por rocha e terra congelados-- no Ártico canadense em foto tirada em 2016, mas divulgada em 18 de junho de 2019
18/06/2019 Vladimir E. Romanovsky/Divulgação via REUTERS
Equipamento movido a energia solar coleta dados no permafrost --solo composto por rocha e terra congelados-- no Ártico canadense em foto tirada em 2016, mas divulgada em 18 de junho de 2019 18/06/2019 Vladimir E. Romanovsky/Divulgação via REUTERS
Foto: Reuters

Uma equipe da Universidade do Alasca Fairbanks alegou estar impressionada com a rapidez com que uma sucessão de verões excepcionalmente quentes desestabilizou as camadas mais externas de gigantescos blocos de gelo subterrâneos congelados há milênios.

"O que vimos foi incrível", disse Vladimir E. Romanovsky, professor de geofísica na universidade, à Reuters por telefone. "É uma indicação de que o clima é mais quente agora do que em qualquer outro período nos últimos 5.000 anos ou mais."

Com representantes do governo reunidos em Bonn, na Alemanha, nesta semana para tentar avançar as negociações climáticas na Organização das Nações Unidas, as descobertas da equipe, publicadas em 10 de junho na Geophysical Research Letters, representam mais um sinal de uma crescente emergência climática.

O documento foi baseado em dados que Romanovsky e seus colegas analisaram desde sua última expedição à área em 2016. Eles disseram que foram confrontados com uma paisagem que era irreconhecível se comparada ao terreno ártico que haviam encontrado durante as visitas iniciais, cerca de uma década antes.

Divido entre estímulo profissional e mau pressentimento, Romanovsky disse que a cena fazia lembrar um cenário pós-bombardeio.

Os cientistas estão preocupados com a estabilidade do permafrost, devido ao risco de que o rápido descongelamento possa liberar quantidades elevadas de gases que retêm calor, desencadeando um ciclo de retroalimentação que, por sua vez, aumentaria ainda mais rapidamente a temperatura.

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