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Blinken chega a Berlim para conversas sobre Ucrânia com aliados europeus

20 jan 2022 08h53
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O secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, chegou a Berlim para conversar com aliados nesta quinta-feira em uma iniciativa diplomática para desatar as tensões com a Rússia em relação à Ucrânia, um dia depois de avisar que Moscou poderia atacar o país vizinho "dentro de muito pouco tempo".

O presidente norte-americano, Joe Biden, previu na quarta-feira que o presidente russo, Vladimir Putin, fará uma ação militar na Ucrânia após acumular tropas em suas fronteiras, mas uma invasão em escala total poderia provocar uma resposta que pode sair caro para a Rússia e sua economia.

Blinken, que prometeu em Kiev na quarta-feira que Washington iria buscar a diplomacia enquanto conseguisse, vai participar de reuniões com Alemanha, França e Reino Unido antes de se dirigir a Genebra para encontrar o ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, na sexta-feira.

Ele também fará um discurso em Berlim com a intenção de contextualizar as tensões na Europa e os riscos envolvidos, afirmou uma autoridade do Departamento de Estado.

Com o objetivo de atingir o público europeu, assim como os formuladores de políticas, o discurso irá projetar a crise em relação à Ucrânia como um momento crítico para a ordem internacional fundamentada em regras, afirmou a autoridade.

Blinken, principal diplomata dos EUA, dirá que as ações da Rússia levantam a pergunta sobre até onde irão os esforços de Moscou para reconstruir o império soviético, mas Washington ainda acredita que uma solução diplomática seja possível.

As negociações entre Rússia e EUA na semana passada não produziram avanços.

A Alemanha sinalizou na terça-feira que pode suspender a construção do gasoduto Nord Stream 2, vindo da Rússia, se o governo de Moscou invadir a Ucrânia.

Blinken afirmou na quarta-feira que o acúmulo de dezenas de milhares de tropas russas está acontecendo "sem provocação, sem motivo".

O Kremlin disse que as tensões em torno da Ucrânia estão aumentando e ainda espera por uma resposta dos EUA por escrito para suas demandas amplas por garantias de segurança do Ocidente.

As declarações pessimistas de quarta-feira destacam o abismo entre Washington e Moscou antes das negociações entre Blinken e Lavrov na sexta-feira, que foram classificadas por um analista de política externa russo como "provavelmente a última parada antes do desastre".

A Rússia também moveu tropas para Belarus para o que chama de exercícios militares conjuntos, o que garante a opção de atacar a vizinha Ucrânia a partir do norte, do leste e do sul.

Há oito anos, a Rússia tomou a Crimeia e forças separatistas com seu apoio tomaram o controle de grandes partes do território ucraniano, mas o governo de Moscou nega consistentemente as intenções de invadir agora.

A Rússia diz que se sente ameaçada pelo crescimento dos laços de Kiev com o Ocidente e quer impedir que a Ucrânia se junte à aliança militar Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) e que a aliança retire suas tropas e armamentos do leste Europeu.

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