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Biden volta a alertar Rússia sobre riscos de invasão à Ucrânia

Presidente falou sobre primeiro ano à frente da Casa Branca

19 jan 2022 19h20
| atualizado às 19h35
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Em uma coletiva de imprensa nesta quarta-feira (19) para marcar seu primeiro ano de mandato, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, voltou a alertar a Rússia sobre as consequências de uma invasão da Ucrânia.

Biden deu coletiva sobre primeiro ano de mandato
Biden deu coletiva sobre primeiro ano de mandato
Foto: EPA / Ansa - Brasil

"Acredito que [Vladimir] Putin não quer uma guerra deflagrada, mas ele está testando o ocidente e a Otan o quanto pode. Ele pagará um grave e alto preço se fizer isso. Será um desastre para a Rússia se invadir a Ucrânia", disse o mandatário ao ser questionado sobre o tema.

Além das "perdas humanas", Biden voltou a dizer que os EUA enviaram milhares de equipamentos sofisticados para os ucranianos se defenderem.

Outro ponto é o fato de que Washington, a União Europeia e o Reino Unido aplicarão uma série de duras sanções econômicas e financeiras contra os russos e esse pacote de medidas já estaria pronto. A ideia, segundo revelaram fontes próximas ao governo à mídia norte-americana, é de não repetir os erros de 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e demorou para ser punida.

Para os ocidentais, Putin está enviando milhares de soldados e de equipamentos militares à fronteira ucraniana para fazer uma invasão. Já o líder russo diz que apenas está focando "na segurança" do seu território e que não quer fazer uma guerra na região.

Um ano de governo

Nos assuntos internos, Biden afirmou que esse foi "um ano de dificuldades, mas também de enormes progressos".

Entre os destaques positivos, o democrata citou os cerca de 210 milhões de vacinados contra a Covid-19 no seu governo, a criação de seis milhões de novos postos de trabalho e a taxa de desemprego que caiu para 3,9%.

Na economia, o presidente afirmou que o "crescimento" do país é a "melhor forma de enfrentar os preços altos e tornar a economia mais produtiva".

Biden também ressaltou as reformas sociais feitas durante 2021 e voltou a defender a reforma no direito ao voto, que está negociando com o Senado do país. A lei passou pela Câmara dos Representantes, onde os democratas são maioria, mas precisa de votos de republicanos no Senado para avançar.

Já sobre a pandemia, o chefe da Casa Branca ainda afirmou que os EUA "não voltarão ao lockdown", mas que é preciso "que as pessoas se vacinem e quem estiver apto, tome a terceira dose também".

Há várias semanas, os EUA vêm mantendo números altíssimos de contágios e de mortes por dois motivos: a rápida disseminação da variante Ômicron e a relutância de cerca de 30% dos norte-americanos de não se vacinar.

Joe Biden ainda afirmou que sua atual vice, Kamala Harris, "concorrerá de novo comigo nas eleições presidenciais de 2024". O democrata afirmou que está "satisfeito" com o trabalho de Harris.

A fala veio em meio às constantes notícias de que os dois não estariam mais alinhados à frente do governo..
   

Ansa - Brasil   
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