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Bélgica detecta 1º caso de nova variante na Europa

Paciente é uma mulher recém-chegada do Egito. Ela não estaria vacinada e nem havia se contaminado anteriormente.

26 nov 2021 11h29
| atualizado às 12h22
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Holanda transfere pacientes com Covid para Alemanha por crise em hospitais
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Foto: ANSA / Ansa - Brasil

A Bélgica reportou nesta sexta-feira (26) o primeiro caso da variante B.1.1.529 do novo coronavírus na Europa. Essa variante foi detectada pela primeira na África do Sul e reúne dezenas de mutações na proteína Spike, espécie de coroa de espinhos que reveste o Sars-CoV-2 e é usada pelo vírus para atacar as células humanas.

"Temos um caso dessa variante que agora está confirmado", afirmou o ministro belga da Saúde, Frank Vandenbroucke, em coletiva de imprensa.

Segundo a mídia local, a pessoa infectada é uma mulher adulta que desenvolveu sintomas da Covid 11 dias depois de ter voltado do Egito através da Turquia. Ela não estaria vacinada nem havia contraído a doença no passado. A paciente também não passou por países do sul da África, o que pode indicar que a variante já circula pelo norte do continente.

Em seu perfil no Twitter, a presidente do poder Executivo da União Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou que vai propor a suspensão dos voos provenientes do sul do continente africano, medida já adotada por Israel, que detectou seu primeiro caso em um cidadão recém-chegado do Malauí, e pela Itália. No caso italiano, a proibição atinge todos os viajantes que tenham transitado por África do Sul, Botsuana, Eswatini, Lesoto, Moçambique, Namíbia e Zimbábue nos 14 dias anteriores à chegada.

"Nossos cientistas estão trabalhando para estudar a nova variante B.1.1.529. Enquanto isso, vamos nos manter no caminho da máxima precaução", disse o ministro da Saúde da Itália, Roberto Speranza.

A variante surgiu em uma região com baixíssimos índices de vacinação contra a Covid-19 devido à distribuição desigual de imunizantes pelo mundo. Enquanto a UE tem 67% de sua população totalmente vacinada, esse índice é de apenas 7% na África, segundo o portal Our World in Data.

Ainda não se sabe, no entanto, se a B.1.1.529 consegue escapar da imunidade gerada pelas vacinas, que se baseiam em sua maioria justamente na proteína Spike, onde se concentram as mutações da variante. A Pfizer disse à ANSA nesta sexta-feira que levaria cerca de 100 dias para produzir uma vacina sob medida para uma variante que escape ao imunizante atualmente em circulação. .
   

 

Ansa - Brasil   
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