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Astronautas do Artemis 2 voltam da Lua a caminho do pouso na Terra

10 abr 2026 - 12h36
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Os quatro astronautas da Artemis ‌2, que retornam da primeira viagem tripulada à Lua em mais de meio século, voltam para a Terra nesta sexta-feira a bordo da espaçonave Orion rumo a um pouso no Oceano Pacífico, ao sul da Califórnia.

Espera-se que o final da célebre missão de 10 dias da Nasa comece com a separação da cápsula da Orion de seu módulo de serviço, seguida por uma reentrada ardente na ⁠atmosfera da Terra e um apagão de rádio de seis minutos antes da cápsula cair de paraquedas ‌no mar.

Se tudo correr bem, os astronautas norte-americanos Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, juntamente com o astronauta canadense Jeremy Hansen, acabarão flutuando em segurança no oceano a bordo da cápsula ‌da Orion pouco depois das 21h (horário de Brasília) na costa ‌de San Diego.

O quarteto decolou do Cabo Canaveral, na Flórida, em 1º de abril, sendo ⁠lançado em uma órbita terrestre inicial pelo gigantesco foguete Space Launch System da Nasa, antes de navegar ao redor do lado oposto da Lua, aventurando-se mais profundamente no espaço do que qualquer outro ser humano antes deles.

Dessa forma, eles se tornaram os primeiros astronautas a voar nas proximidades da Lua desde o programa Apollo das décadas de 1960 e 1970. Glover, Koch e Hansen também ‌entraram para a história como o primeiro astronauta negro, a primeira mulher e o primeiro cidadão não norte-americano, ‌respectivamente, a participar de uma ⁠missão lunar.

A viagem, após ⁠o voo de teste Artemis 1, sem tripulação, ao redor da Lua pela espaçonave Orion em 2022, marcou um ⁠ensaio geral essencial para uma tentativa planejada no final ‌desta década de pousar astronautas na ‌superfície lunar pela primeira vez desde a Apollo 17 no final de 1972.

O objetivo final do programa Artemis é estabelecer uma presença de longo prazo na Lua como um trampolim para a eventual exploração humana de Marte.

Em um paralelo histórico com a era da Guerra ⁠Fria da Apollo, a missão Artemis 2 foi realizada em um cenário de turbulência política e social, incluindo um conflito militar dos EUA que se mostrou impopular no país.

Para muitos em um público global cativado pelo último lançamento à Lua, ela reafirmou as conquistas da ciência e da tecnologia em um momento em que a tecnologia de ‌ponta se tornou amplamente alvo de desconfiança e até mesmo temida. As pesquisas de opinião mostraram um amplo apoio do público aos objetivos da missão.

O retorno à Terra fará com que a ⁠espaçonave Orion passe por um teste crítico de seu escudo térmico, que sofreu um nível inesperado de queimadura e estresse na reentrada durante o voo de teste de 2022. Como resultado, os engenheiros da Nasa alteraram a trajetória de descida da Artemis 2 para reduzir o acúmulo de calor e diminuir o risco de queima da cápsula.

Ainda assim, com a Orion mergulhando na atmosfera a cerca de 40.235km/h, espera-se que as temperaturas fora da cápsula subam para cerca de 2.760 graus Celsius.

Quando a cápsula atinge o topo da atmosfera, leva menos de 15 minutos, incluindo um apagão de rádio de seis minutos, até que dois conjuntos de paraquedas sejam acionados e a cápsula flutue no mar.

A Nasa diz que levará cerca de mais uma hora para as equipes de recuperação capturarem a Orion, içá-la em um navio e ajudar os astronautas a sair da cápsula, um a um.

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