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Obama condena "bárbaro assassinato" de refém no Iêmen

"Os Estados Unidos não pouparão esforços para utilizar de suas forças militares, de sua inteligência e suas capacidades diplomáticas para trazer norte-americanos para casa em segurança", disse o presidente

6 dez 2014
13h23
atualizado às 13h55
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O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, condenou neste sábado o "bárbaro assassinato" pela al Qaeda do refém norte-americano Luke Somers durante uma tentativa de resgate das forças norte-americanas. 

Foto do fotojornalista americano Luke Somers tirada em julho de 2013
Foto do fotojornalista americano Luke Somers tirada em julho de 2013
Foto: Jaber Ahmad Ghrab / AP

"Em nome do povo americano, eu ofereço minhas profundas condolências à família e entes queridos de Luke", disse Obama em um comunicado.

"Como essa e as missões anteriores de resgate demonstram, os Estados Unidos não pouparão esforços para utilizar de suas forças militares, de sua inteligência e suas capacidades diplomáticas para trazer norte-americanos para casa em segurança, aonde quer que eles estejam."

"E os terroristas que buscam agredir nossos cidadãos sentirão o braço longo da Justiça norte-americana", completou.

Obama afirmou ter autorizado a missão na sexta-feira para resgatar Somers e outros reféns mantidos no mesmo local. Ele disse que os Estados Unidos utilizaram todas as ferramentas à sua disposição para garantir o resgate de Somers desde sua captura há 15 meses. 

Refém sul-africano
A associação sul-africana Gift of the Givers, responsável pelas negociações de libertação com os extremistas, declarou que "recebeu com tristeza a notícia de que Pierre Korkie foi morto durante uma tentativa das forças especiais nas primeiras horas da manhã de libertar os reféns no Iêmen". Korkie foi sequestrado junto com sua esposa Yolande, que foi libertada em janeiro de 2014.

O sul-africano Pierre Korkie, morto durante tentativa de resgate dos Estados Unidos
O sul-africano Pierre Korkie, morto durante tentativa de resgate dos Estados Unidos
Foto: AP

Os sequestradores exigiam o pagamento de 3 milhões de dólares em resgate, mas teriam considerado diminuir este valor. A ONG negociava sua libertação por intermédio de beduínos iemenitas.

"Yolande e sua família estão psicologicamente e emocionalmente ainda mais devastados porque sabiam que Pierre seria libertado amanhã pela Al-Qaeda", afirmou a Gift of Givers.

Os Estados Unidos são o principal aliado do Iêmen, um país pobre da Península Arábica assolada pela violência e uma grave crise política, na luta contra a Al-Qaeda e têm permissão para realizar ataques com drones contra a rede extremista sunita.

Com informações da Reuters e AFP.

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