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Mau tempo deixa 2 mil turistas presos perto do Everest

4 nov 2011
12h34 atualizado às 12h53
12h34 atualizado às 12h53
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Cerca de 2 mil turistas estrangeiros ficaram presos nas encostas de uma montanha perto do Monte Everest devido às más condições meteorológicas numa área remota do Nepal nos últimos quatro dias, disseram autoridades nesta sexta-feira.

Os turistas foram obrigados a ficar na pequena colina de Lukla, portão de entrada para o Monte Everest. A região tem estado coberta por espessas nuvens que forçaram companhias aéreas a cancelar voos de e para a área.

Lukla, que fica a uma altitude de 2.800 m, está localizada 125 km a nordeste da capital nepalesa.

Dezenas de milhares de trekkers e montanhistas visitam anualmente a região de Solukhumbu, no nordeste do Nepal, onde fica o Monte Everest. Muitos começam e terminam a sua caminhada a partir da localidade de Lukla, onde um pequeno caminho está esculpido na montanha acidentada.

Utsav Raj Kharel, chefe do aeroporto de Lukla, disse que os turistas, que não corriam perigo, estavam à espera de seus voos de volta para Katmandu havia quatro dias.

"A visibilidade é quase nula. Nevoeiro e nuvens cobriram toda a área, impossibilitando voos de aeronaves pequenas de asa fixa", disse Kharel à Reuters por telefone.

Funcionários do serviço de meteorologia de Katmandu disseram que as nuvens poderiam continuar sobre a região por alguns dias, piorando a situação dos turistas presos, que passariam a enfrentar escassez de alimentos.

"Apesar de alguns pequenos helicópteros privados terem resgatado alguns turistas do vilarejo próximo de Sirke, eles são inadequados para limpar a região", disse Kharel.

Santa Subba, chefe da Associação de Resgate do Himalaia do Nepal, disse que as autoridades deveriam tomar providências para resgatar alpinistas presos, com a ajuda de helicópteros grandes, uma vez que as condições meteorológicas permitissem chegar à área.

O outono, que vai de setembro a novembro, é a alta estação turística no país mais pobre, mas mais bonito, do Sul da Ásia, que recebe cerca de 4% do seu Produto Interno Bruto do turismo.

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