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Ativista chinês Guo Feixiong é detido "por pertubar a ordem pública"

20 ago 2013
07h04
atualizado às 08h37

O ativista chinês Guo Feixiong, reconhecido por sua ativa participação nas recentes campanhas cidadãs para pedir ao governo chinês maior transparência sobre as fortunas dos altos cargos, foi detido e acusado de organizar manifestações, além de "perturbar a ordem pública".

Segundo um comunicado enviado nesta terça-feira pela organização Human Rights in China (HRIC), Guo, também conhecido pelo nome de Yang Maodong, permanece em um centro de detenção desde o último dia 8 de agosto, embora as acusações contra ele tenham sido enviadas a seus parentes mais de uma semana depois, uma prática habitual na China.

Em fevereiro, Guo participou de uma campanha de recolhimento de assinaturas para pedir ao Legislativo a adesão do país de maneira plena a Convenção Internacional de Direitos Civis e Políticos, assinada em 1998 pelas autoridades chinesas, mas ainda não ratificada.

Guo esteve preso por cinco anos - de 2006 a 2011 - por escrever artigos de apoio a um dos mais famosos dissidentes chineses, o advogado Gao Zhisheng. No entanto, desde que ganhou liberdade, o dissidente foi alvo de contínua vigilância e assédio das autoridades, que o detiveram e interrogaram em várias ocasiões.

Durante sua estadia na prisão, a HRIC denunciou que Guo passou por torturas, enquanto sua família sofreu pressões e ameaças, até ao ponto de alguns de seus parentes terem optado por fugir aos Estados Unidos.

Segundo a HRIC, com sede em Hong Kong, a detenção de Guo é parte do cerco do regime comunista às atuais campanhas cidadãs pró-transparência do governo comunista, no qual o proeminente ativista Xu Zhiyong, também foi preso.

EFE   
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