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Após tragédia, UE cogita aplicar sanção comercial a Bangladesh

A discussão emerge após o desabamento de uma fábrica nos arredores de Daca; mais de 400 pessoas morreram

1 mai 2013 11h49
| atualizado às 11h56
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A União Europeia cogita adotar medidas comerciais punitivas a Bangladesh, que tem acesso preferencial ao mercado europeu de vestuário, para pressionar o país asiático a melhorar seus padrões de segurança após um desabamento que matou centenas de operários têxteis.

A isenção fiscal em países ocidentais e os baixos salários contribuíram para fazer de Bangladesh uma potência no setor do vestuário, com uma indústria de US$ 19 bilhões por ano, sendo 60% desse total destinados à Europa.

Eventuais revisões das vantagens tributárias e das cotas de mercado dos produtos têxteis de Bangladesh, no entanto, exigiriam o aval de todos os países da UE, e isso pode demorar mais de um ano.

"A União Europeia pede às autoridades de Bangladesh que ajam imediatamente para assegurar que as fábricas de todo o país cumpram com os padrões trabalhistas internacionais", disse a UE em nota emitida pelos comissários de Política Externa, Catherine Ashton, e Comércio, Karel de Gucht.

Há grande indignação em Bangladesh por causa do desabamento do edifício Rana Plaza, nos arredores de Dacca, que matou 411 pessoas, no pior acidente industrial na história do país. O prédio, onde funcionavam várias oficinas de costura, foi construído ilegalmente, sobre um pântano aterrado.

 

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