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Armas ocidentais chegam às linhas de frente da Ucrânia e aliviam pressão

25 jun 2024 - 08h40
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Os envios ocidentais de projéteis de artilharia, adiados por meses de disputas políticas nos Estados Unidos antes de serem finalmente liberados, começaram a chegar às linhas de frente da Ucrânia, aliviando a pressão sobre as forças ucranianas.

Quando os repórteres da Reuters visitaram uma unidade de artilharia na região de Donetsk, foco do lento avanço das tropas da Rússia ao longo do front de 1.000 km, ela disparava seu obuseiro M-109 somente conforme necessário.

No passado, os soldados disseram que eram forçados a limitar o uso de projéteis de 155 mm contra o inimigo, comprometendo sua capacidade de apoiar a infantaria mais à frente.

"Havia uma 'fome de projéteis'. O racionamento de munição era bastante severo. Isso teve um impacto sobre a infantaria. Eles (os russos) vinham de todos os lados, o que prejudicava os homens da infantaria", disse Vasyl, comandante da unidade, que não quis dar seu nome completo.

"Agora, não há mais 'fome de projéteis' e trabalhamos bem."

A demanda por projéteis de artilharia disparou desde que a Rússia invadiu a Ucrânia em fevereiro de 2022, com os aliados ocidentais de Kiev esgotando seus próprios estoques à medida que enviavam os itens para a Ucrânia, onde milhares de projéteis são necessários todos os dias.

Agora, um novo influxo começou a chegar a unidades como a de Vasyl depois que o Congresso dos EUA pôs fim a meses de atrasos e aprovou um pacote de ajuda de 61 bilhões de dólares.

Mas para Oleh, um membro da mesma unidade, o problema não é apenas a munição. A Ucrânia acaba de lançar uma grande campanha de mobilização que espera reabastecer suas forças exauridas e esgotadas nos próximos meses. Alguns dizem que o processo está demorando demais.

"Somos muito poucos. Não há pessoas suficientes", disse ele. "Não temos nem a metade das pessoas que deveríamos ter."

Vasyl está mais otimista enquanto prepara o obuseiro para novas ações.

Convencido de que a Ucrânia prevalecerá sobre os invasores russos, ele não dá importância às recentes incursões diplomáticas do líder do Kremlin, Vladimir Putin, e às promessas de cooperação com a China e a Coreia do Norte.

"Todas essas conversas com a Coreia e a China não os ajudarão. Nós venceremos, nós os superaremos", disse ele. "É o nosso espírito, é a nossa Ucrânia, nós a estamos defendendo. Venceremos, a qualquer preço, mas venceremos."

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