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Arábia manda 5 à pena de morte por assassinato de jornalista

23 dez 2019
07h44
atualizado às 08h19
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A Promotoria Pública da Arábia Saudita informou nesta segunda-feira que cinco pessoas foram condenadas à morte e outras três a penas de prisão pelo assassinato do jornalista saudita Jamal Khashoggi em Istambul, em outubro do ano passado.

Manifestação pela morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi na frente do consulado saudita Istambul, Turquia 25/10/ 2018 REUTERS/Osman Orsal
Manifestação pela morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi na frente do consulado saudita Istambul, Turquia 25/10/ 2018 REUTERS/Osman Orsal
Foto: Reuters

Khashoggi era residente nos Estados Unidos e crítico do príncipe herdeiro saudita Mohammed bin Salman. Ele foi visto pela última vez no consulado da Arábia Saudita, em Istambul, em 2 de outubro de 2018, onde deveria receber documentos antes de seu casamento. Seu corpo foi desmembrado e removido do prédio e seus restos mortais não foram encontrados.

O assassinato causou uma comoção global, manchando a imagem do príncipe herdeiro. A CIA e alguns governos ocidentais disseram acreditar que o príncipe Mohammed ordenou o assassinato, mas autoridades sauditas alegam que ele não teve nenhuma implicação no caso. Onze suspeitos sauditas foram julgados pela morte do jornalista em um processo sigilosos em Riad.

O promotor público saudita Shalaan al-Shalaan, ao ler o veredicto preliminar no julgamento, também disse que Saud al-Qahtani, ex-consultor real saudita de alto perfil, foi investigado, mas não foi acusado e foi libertado.

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