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Após pressão, Turquia liberta pastor norte-americano

Andrew Brunson foi condenado, mas poderá voltar aos EUA

12 out 2018
11h23
atualizado às 11h35
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Um tribunal de Esmirna, no oeste da Turquia, libertou nesta sexta-feira (12) o pastor norte-americano Andrew Brunson, cuja prisão abrira uma crise diplomática com os Estados Unidos.

Andrew Brunson é levado para prisão domiciliar, em 25 de julho de 2018
Andrew Brunson é levado para prisão domiciliar, em 25 de julho de 2018
Foto: EPA / Ansa - Brasil

O religioso foi condenado em primeira instância a três anos, um mês e 15 dias de prisão por associação terrorista, mas a Justiça decidiu mantê-lo em liberdade e derrubar a proibição de saída do país, o que permitirá que ele retorne aos EUA.

"Estamos trabalhando muito duro no caso do pastor Brunson", escreveu no Twitter o presidente Donald Trump. "Meus pensamentos e orações estão com o pastor Brunson, e esperamos tê-lo em segurança em casa em breve", acrescentou.

Brunson estava preso desde 2016, acusado de apoiar o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), considerado um grupo terrorista por Ancara, e de ligação com Fethullah Gulen, a quem a Turquia culpa por uma tentativa fracassada de golpe de Estado.

Em 25 de julho, por motivos de saúde, o religioso foi transferido para o regime de prisão domiciliar. Sua detenção fez Trump impor pesadas tarifas alfandegárias sobre o aço e o alumínio turcos e sanções contra aliados do presidente Recep Tayyip Erdogan, o que causou um intenso processo de desvalorização de sua moeda, a lira.

Ansa - Brasil   

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