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Após derrota na Geórgia, Trump tenta manobra em Michigan

Estado ainda não certificou o resultado para Joe Biden, que venceu lá por mais de 154 mil votos, de acordo com resultados não oficiais

20 nov 2020
15h00
atualizado às 15h00
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, se reunirá nesta sexta-feira, 20, com os líderes republicanos do Estado de Michigan na Casa Branca no esforço desesperado de sua campanha para tentar invalidar a eleição de 3 de novembro após uma série de derrotas no tribunal.

13/11/2020
REUTERS/Carlos Barria
13/11/2020 REUTERS/Carlos Barria
Foto: Reuters

A estratégia mais recente da campanha Trump, conforme descrito por três pessoas familiarizadas com o plano, é convencer Legislativos controlados pelos republicanos em Estados-chave vencidos pelo democrata Joe Biden, como Michigan, para anular o resultado e determinar Trump o vencedor. O Estado ainda não certificou o resultado para Biden, que venceu lá por mais de 154 mil votos, de acordo com resultados não oficiais.

Biden, que nesta sexta-feira completa 78 anos, venceu a eleição e se prepara para assumir em 20 de janeiro, mas Trump se recusou a admitir a derrota e está procurando uma maneira de invalidar os resultados, alegando fraude eleitoral generalizada.

A equipe de Trump está se concentrando em Michigan e na Pensilvânia, mas mesmo que ambos os Estados passassem para o republicano, ele precisaria de outro Estado para superar Biden no colégio eleitoral.

Tal desfecho extraordinário seria sem precedentes na história moderna dos Estados Unidos. Trump precisaria de três legislaturas estaduais interferindo contra as contagens de votos, além de receber o apoio do Congresso e, quase certamente, da Suprema Corte para sua estratégia.

Líderes legislativos do Estado de Michigan - o líder da maioria no Senado Mike Shirkey e o presidente da Câmara, Lee Chatfield, ambos republicanos - visitarão a Casa Branca a pedido de Trump, de acordo com um fonte em Michigan, para ouvir o que o presidente tem a dizer. Shirkey disse a uma agência de notícias de Michigan no início desta semana que o Legislativo local não faria um segunda lista de eleitores no colégio eleitoral.

"É incrivelmente perigoso que eles até mesmo tenham essa conversa", disse a governadora de Michigan, Gretchen Whitmer, uma democrata, ao canal MSNBC. "Isso é uma vergonha para o Estado."

Ao partir de Detroit para Washington na manhã desta sexta-feira, Shirkey foi cercado por ativistas com cartazes que diziam: "Respeite o voto" e "Proteja a democracia".

Soando o alarme

Biden, por sua vez, deve se encontrar com os democratas líderes no Congresso, a presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e o líder da minoria no Senado, Chuck Schumer, após passar quase toda a semana com conselheiros planejando sua administração.

Nacionalmente, Biden ganhou quase 6 milhões de votos a mais do que Trump, uma diferença de 3,8 pontos porcentuais. Mas o resultado da eleição é determinada no colégio eleitoral, onde cada voto eleitoral do Estado, em grande parte com base na população, é normalmente concedido ao vencedor do voto popular naquele Estado.

Biden lidera por 306 votos eleitorais contra 232 de Trump. Os Estados podem certificar seus resultados até seis dias antes de o colégio eleitoral se reunir, em 14 de dezembro.

Especialistas jurídicos acionaram o alarme com a noção de um presidente em exercício procurando minar a vontade dos eleitores, embora tenham expressado ceticismo de que uma legislatura estadual possa legalmente substituir seus próprios eleitores.

Os advogados de Trump estão tentando assumir o poder de nomear delegados longe de governadores e secretários de Estado e dar a prerrogativa a legisladores estaduais amigáveis a seu partido, dizendo que a Constituição dos EUA dá às legislaturas a autoridade final.

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Estadão
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