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Presidente do Paraguai pede que "Mercosul seja refundado"

4 abr 2013
13h58
atualizado às 14h27
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O presidente do Paraguai, Federico Franco, considerou nesta quinta-feira que é necessário "voltar a fundar o Mercosul" e confiou que depois das eleições deste mês em seu país termine a "Via-Sacra a qual seu país foi submetido" com a suspensão no bloco regional.

"O Mercosul (também formado por Brasil, Uruguai, Argentina e Venezuela) deve ser refundado. De ser refundado sobre questões bem claras de estabelecimento de normas e coisas que tenhamos que seguir", disse Franco em uma conferência no centro de estudo Diálogo Interamericano, no início de uma visita a Washington.

O líder afirmou que hoje "o político prevalece sobre o jurídico" no bloco, e que do Tratado de Assunção que deu origem à instituição em 1991 "nem o primeiro parágrafo do (primeiro) artigo é levado adiante" e persiste uma "grande assimetria" na participação dos países.

Franco denunciou que apesar do tratado "estabelecer o livre deslocamento dos produtos dentro da zona", isso "não é cumprido" e a "maioria da produção do Paraguai fica bloqueada", por isso que o bloco "tem que ser replanejado sobre a base de que os países possam ter melhores condições".

O Paraguai foi suspenso do Mercosul e da União das Nações (Unasul) por causa do julgamento político parlamentar no qual o presidente Fernando Lugo foi destituído em junho de 2012, e após Franco, então vice-presidente, assumir o poder.

Franco reiterou que a entrada da Venezuela no Mercosul nessa data "é ilegal" e confiou que o bloco reverta a "decisão arbitrária" que tomou com relação ao Paraguai a partir de 15 de agosto, quando Franco cederá o poder ao presidente eleito no pleito de 21 de abril.

"Espero que em 15 de agosto termine esta Via-Sacra a qual o Paraguai foi submetido no Mercosul, e que o tema da Venezuela seja convenientemente tratado", ressaltou.

"Nosso maior problema foi com o (falecido) presidente (da Venezuela, Hugo) Chávez, que facilitou a formação de células em meu país do EPP", acrescentou.

Franco acusa Chávez de apoiar o EPP (Exército do Povo Paraguaio), um grupo armado que opera nas regiões florestosas do nordeste do Paraguai e que, de acordo com a Procuradoria do país, recebeu adestramento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc).

"Esta situação, com o presidente Chávez fora da face da terra, gera um novo cenário que o (novo) Governo (paraguaio) vai saber avaliar", acrescentou.

EFE   
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