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Presidente do Equador inicia licença para fazer campanha eleitoral

15 jan 2013
14h25
atualizado às 14h46

O presidente de Equador, Rafael Correa, iniciou nesta terça-feira uma licença para dedicar-se plenamente a sua campanha pela reeleição na votação de 17 de fevereiro, na qual é apontado como favorito.

Correa, 49 anos, obteve a permissão não remunerada da Assembleia Legislativa em 2 de janeiro passado, e assim o vice-presidente Lenín Moreno se encarregará das atividades presidenciais até 14 de fevereiro, dia em que termina a campanha.

Em seu primeiro dia de licença, o presidente realiza uma viagem pelo litoral equatoriana que inclui sua natal Guayaquil (sudoeste) e vários povoados das províncias de Guayas e Los Ríos.

A campanha eleitoral equatoriana começou no dia 4 passado com comícios e caravanas dos oito presidenciáveis.

Cerca de 11,5 milhões de equatorianos vão às urnas eleger o presidente, o vice, 137 deputados e cinco parlamentares para o período 2013-2017.

Correa, no poder desde 15 de janeiro de 2007, disputará as eleições com o banqueiro de direita Guillermo Lasso, que se apresenta como seu principal adversário, o ex-presidente Lucio Gutiérrez (2003-2005, derrubado) e o multimilionário Alvaro Noboa (candidato pela quinta vez).

Também disputarão o pastor evangélico Néstor Zavala, o direitista Mauricio Rodas e os esquerdistas Alberto Acosta e Norman Wray, antigos aliados de Correa.

A campanha, na qual participam no total 1.400 aspirantes para todos os cargos, se estenderá até 14 de fevereiro.

Correa, líder do movimento de esquerda Aliança País, é o favorito para a reeleição no primeiro turno, ao contar com 60,6% das intenções de voto, segundo a pesquisa Perfiles de Opinión, realizada em dezembro.

O chefe de Estado tem assim uma importante vantagem sobre seus adversários, já que Lasso, em segundo lugar, tem um apoio de 11,2%, seguido por Gutiérrez (4,5%), que está atrás do total de votos em branco (10,8%) e nulos (6,9%). Depois aparecem Acosta (3,5%), Noboa (1,8%), Zavala (0,2%), Rodas (0,3%) e Wray (0,2%).

AFP Todos os direitos de reprodução e representação reservados. 
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