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OEA 'condena' tratamento dado a Morales e exige desculpas de europeus

9 jul 2013
23h07
atualizado às 23h27
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A OEA aprovou nesta terça-feira uma resolução em que "condena" o tratamento dado ao presidente da Bolívia, Evo Morales, no incidente ocorrido na Europa com seu avião, e fez um pedido para que França, Itália, Portugal e Espanha deem explicações e as "desculpas correspondentes" em relação ao acontecido.

Os países-membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) aprovaram nesta terça-feira uma resolução apresentada por Bolívia, Equador, Nicarágua e Venezuela e modificada várias vezes durante a reunião, mas que finalmente voltou a seu ponto inicial de "condenar" explicitamente a ação das nações europeias.

A resolução foi aprovada por consenso, mas EUA e Canadá expressaram sua oposição explícita em uma nota de pé de página do documento, por considerar que ainda não foram esclarecidas as circunstâncias do incidente diplomático e que o assunto deve ser tratado em nível bilateral entre a Bolívia e os países europeus.

O documento final "condena as ações que violam as normas e princípios básicos do direito internacional, como a inviolabilidade dos chefes de Estado".

Também concluiu com uma exigência "aos governos de França, Portugal, Itália e Espanha para que ofereçam as explicações necessárias sobre os fatos ocorridos com o Presidente do Estado Plurinacional da Bolívia, Evo Morales Ayma, assim como as desculpas correspondentes".

Além disso, o texto expressou a "solidariedade dos Estados-membros da OEA" com Morales, ressaltou a "vigência plena" das normas internacionais e encomendou à Secretaria-Geral do organismo que "dê seguimento ao conteúdo" da resolução.

O observador permanente da Espanha na OEA, Jorge Hevia, considerou que a reunião "foi um pouco teatral, pois o texto já estava pronto", e lamentou que não tivesse um tom mais "positivo".

"Estamos abordando esse tema em nível bilateral com nossos amigos bolivianos, achamos que as coisas estão indo bem e gostaríamos que algumas das coisas que dissemos nesta manhã fossem refletidas no texto final", disse Hevia.

O embaixador da Itália na OEA, Sebastiano Fulci, que tinha pedido que a menção a seu país fosse retirada da resolução, considerou "inaceitável" a manutenção dela no mesmo quando seu caso "não tem nada a ver com o dos outros países".

"A OEA se transformou em tribunal que julgou a Itália como culpada, sem provas, sem escutar o que dissemos. Acho que é muito grave, o vou tratar com meu governo e acho que vai ter alguma reação", disse Fulci.

Por outro lado, o embaixador da Bolívia na OEA, Diego Pary, comemorou a resolução, rejeitou que a reunião foi um "teatro" e ressaltou que a Bolívia "continuará lutando pela dignidade e a justiça dos bolivianos".

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EFE   
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