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Maduro: paramilitares da Colômbia "vão apodrecer" em prisões da Venezuela

11 jun 2013 00h34
| atualizado às 01h04
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O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, disse nesta segunda-feira que os supostos paramilitares colombianos detidos no oeste do país "vão apodrecer" nas prisões da Venezuela, após serem processados e presos, e garantiu que não serão devolvidos à Colômbia.

"Anuncio aqui que vamos processá-los e que vão cumprir suas penas na Venezuela, não vamos entregá-los à Colômbia. Vão cumprir suas penas na Venezuela, porque vieram aqui para assassinar venezuelanos", disse Maduro durante um ato de governo em Caracas transmitido pela emissora de TV estatal VTV.

O presidente venezuelano reiterou, além disso, que "todo paramilitar que for capturado na Venezuela" irá para uma prisão venezuelana "onde vai apodrecer". Maduro afirmou também que os supostos paramilitares capturados "são muito conhecidos no mundo dos assassinatos políticos na Colômbia".

O ministro do Interior da Venezuela, Miguel Rodríguez Torres, informou mais cedo sobre a detenção de nove pessoas supostamente vinculadas com dois grupos paramilitares colombianos que realizariam "uma missão em Caracas", que, as autoridades não descartam, poderia ter sido um atentado contra o presidente Nicolás Maduro.

O presidente da Venezuela garantiu que o seu governo está "incrementando os mecanismos de investigação, de inteligência". Isso o permitiu estar por dentro dos planos que são feitos na Colômbia para prejudicar seu mandato, afirmou.

"Eu sei quem são aqueles que foram à Colômbia, com quem falaram e também sei quem financia este grupo na Colômbia, quem deu as ordens para que viessem aqui, eu sei e vou dizer ao presidente (colombiano, Juan Manuel) Santos, quando estivermos frente à frente", comentou.

Além disso, insistiu que entre os objetivos dos supostos paramilitares estava matar soldados venezuelanos, aumentar os homicídios no país e assassiná-lo. "Um de seus alvos políticos era eu. Vocês sabem que eu me cuido, que tenho bastante cuidado", comentou.

O anúncio da captura dos supostos paramilitares aconteceu dias depois que Maduro acusou o ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribe de estar por trás de um plano para matá-lo.

Além disso, afirmou que o presidente Santos conhece este plano, mas não o denunciou. O líder colombiano considerou a acusação uma "loucura".

As acusações contra a Colômbia ameaçam estremecer ainda mais as relações entre os países depois que Santos recebeu no mês passado o líder da oposição venezuelana, Henrique Capriles, que não reconhece Maduro como presidente.

O presidente venezuelano convocou para amanhã uma sessão do Conselho de Estado para definir as relações com o governo da Colômbia.

EFE   
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