EUA: suspeito de abrir fogo em frente à Casa Branca é morto por agentes do Serviço Secreto
Um homem suspeito de atirar contra um posto de segurança próximo à Casa Branca, em Washington, foi morto por agentes de Serviço Secreto dos Estados Unidos na noite deste sábado (23). Segundo as autoridades, ao menos um pedestre ficou ferido no tiroteio. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o homem tinha "histórico de violência e uma possível obsessão".
Trump estava na Casa Branca quando o suspeito abriu fogo contra o posto de segurança do lado de fora da residência presidencial, por volta das 18h, horário local (19h de Brasília).
"Agradeço aos nossos excelentes agentes do Serviço Secreto e às forças da lei pela resposta rápida e profissional esta noite a um homem armado perto da Casa Branca, que tinha um histórico de violência e parecia obcecado com o edifício mais amado de nossa nação", escreveu Trump em sua conta na rede social Truth.
O atirador invadiu o local, "sacou uma arma da mochila e abriu fogo", antes de ser morto a tiros, explicou Anthony Guglielmi, porta-voz do Serviço Secreto, força policial responsável pela proteção do presidente norte-americano.
"Os agentes revidaram e atingiram o suspeito, que foi levado para um hospital local, onde foi declarado morto. Durante o tiroteio, um pedestre também foi atingido por disparos", acrescentou o porta-voz em um comunicado, sem fornecer detalhes sobre o estado de saúde da vítima ferida.
Diferentes jornais dos EUA identificaram o suspeito como Nasire Best, de 21 anos. Segundo a imprensa local, o homem, natural de Maryland, perto de Washington, tinha histórico de problemas de saúde mental e já era conhecido do Serviço Secreto por ter rondado a Casa Branca em diversas ocasiões.
Momentos de tensão
Após o ocorrido, a polícia isolou a Casa Branca com o apoio de tropas da Guarda Nacional. Jornalistas que estavam no gramado norte da residência presidencial no momento do tiroteio relataram nas redes sociais que receberam ordens para correr e se proteger na sala de imprensa.
"Ouvimos entre 20 e 25 estrondos que soaram como fogos de artifício, mas eram tiros, e todos começaram a correr", contou um turista canadense que estava na área.
Caso seja confirmado que o alvo era Donald Trump, este pode ser o quarto atentado contra o presidente dos EUA, que havia cancelado suas viagens de fim de semana devido à crise com o Irã.
O mais recente aconteceu em 25 de abril, quando um atirador invadiu um posto de segurança perto do salão de baile onde o presidente norte-americano participava de um jantar com a imprensa.
Em julho de 2024, durante a campanha presidencial, Trump foi alvo de um ataque em um comício em Butler, no estado da Pensilvânia, por um jovem que disparou várias vezes, matando um espectador e ferindo levemente o candidato na orelha antes de ser morto a tiros pelas forças de segurança. Alguns meses depois, outro atirador foi preso em um campo de golfe em West Palm Beach, onde Trump estava jogando.
RFI com AFP
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