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Argentinos promovem "beijaço" após discriminação em café

5 set 2016 22h26
| atualizado em 6/9/2016 às 08h56
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Beijaço foi promovido em frente a um tradicional café de Buenos Aires
Beijaço foi promovido em frente a um tradicional café de Buenos Aires
Foto: EFE

Dezenas de pessoas se reuniram nessa segunda-feira em frente a um tradicional café da cidade de Buenos Aires para protestar com um "beijaço" contra a discriminação sofrida ali por um casal de lésbicas dias atrás.

Apesar do frio e da chuva, ativistas LGBT se reuniram frente a La Biela, uma confeitaria localizada no tradicional bairro de Recoleta, na capital argentina.

O objetivo era repudiar com beijos o suposto episódio de discriminação no qual se viu envolvida Belém Arena, uma jovem de 25 anos, com outra menina nesse local.

Ao protesto, os ativistas também levaram música, guarda-chuvas e bandeiras com as cores do arco-íris e cartazes em defesa da diversidade sexual.

"Que o amor prevaleça", gritavam alguns, enquanto um grupo de lésbicas cantava "Somos a guerrilha da subversão sexual".

Em entrevista à imprensa, Arena lembrou que foi expulsa do café por um garçom que supostamente considerou "inadequado" que a jovem acariciasse sua companheira.

"Ele me disse que não podíamos ficar assim, que era inadequado para o lugar porque as pessoas se sentiam incomodadas", disse a jovem, que depois denunciou o episódio à polícia.

"Ninguém do café se comunicou comigo e, de fato, não fizeram mais que inventar uma versão após outra", acrescentou.

A jovem, que já denunciou este tipo de situação em outros lugares da cidade, afirmou que espera que alguém do café lhe peça "desculpas públicas".

Além disso, disse que seguirá o julgamento até vencê-lo "para que fique uma jurisprudência" de que a discriminação "é um crime e não pode ser cometido".

EFE   
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