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Agência de remédios da UE prevê vacina de Covid apenas para 2021

Diretor disse que é 'quase impossível' ter imunização neste ano

16 out 2020
08h17
atualizado às 09h29
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O diretor-executivo da agência de medicamentos da União Europeia (EMA), Guido Rasi, jogou nesta sexta-feira (16) um balde de água fria naqueles que esperam uma vacina efetiva contra o coronavírus Sars-CoV-2 já para este ano.

Vacina de Oxford é uma das que estão sob análise da EMA
Vacina de Oxford é uma das que estão sob análise da EMA
Foto: EPA / Ansa - Brasil

Em entrevista à emissora italiana Sky TG24, Rasi afirmou que as primeiras doses de uma futura imunização devem chegar apenas "na primavera [europeia] de 2021", estação que vai do fim de março ao fim de junho.

"É muito difícil, quase impossível, ter a vacina até o fim de 2020. Eu diria que o ano da vacina será 2021, e esperamos que seja o ano das vacinas, no plural", declarou o diretor da EMA. Segundo Rasi, "se tudo correr bem", a agência pode aprovar "três vacinas" contra o novo coronavírus nos primeiros meses de 2021.

Além disso, de acordo com o italiano, a pandemia sofrerá uma "redução importante" somente depois de um ano da disponibilização de uma imunização. "A chegada da vacina é o início do fim da pandemia, mas não o fim. No começo, não poderemos abrir mão de máscaras e distanciamento", acrescentou.

A EMA já iniciou a chamada "revisão contínua" dos dados referentes às vacinas de Oxford/AstraZeneca e Biontech/Pfizer e determinou que a candidata da Moderna é elegível para essa etapa. Normalmente, toda a documentação referente ao processo de aprovação de um medicamento é entregue à agência de uma só vez.

No entanto, no caso de uma "revisão contínua" ("rolling review", em inglês), a EMA analisa os dados conforme eles são disponibilizados pelos estudos em curso. Após a agência considerar que as informações disponíveis já são suficientes, as empresas produtoras devem submeter um pedido formal de registro.   

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Ansa - Brasil   
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