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Afeganistão: Airbnb oferece acomodação gratuita a 20 mil refugiados afegãos

Segundo a empresa, objetivo é ajudar os refugiados enquanto se adaptam aos novos países.

24 ago 2021 10h31
| atualizado em 26/8/2021 às 19h08
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Segundo a empresa, objetivo é ajudar os refugiados enquanto se adaptam aos novos países
Segundo a empresa, objetivo é ajudar os refugiados enquanto se adaptam aos novos países
Foto: Getty Images / BBC News Brasil

A plataforma online de serviço de hospedagem Airbnb disse que vai oferecer acomodação gratuita a 20 mil refugiados afegãos para ajudar no reassentamento deles pelo mundo.

O CEO da empresa, Brian Chesky, disse que a medida é uma resposta a "uma das maiores crises humanitárias da nossa era" e que era sua responsabilidade fazer algo para ajudar.

"Eu espero que isso inspire outras empresas a fazer o mesmo. Não temos tempo para desperdiçar", disse Chesky, que é cofundador do Airbnb.

"À medida que milhares de afegãos refugiados são reassentados pelo mundo, onde eles ficam será o primeiro capítulo de suas novas vidas. Para esses 20 mil refugiados, minha esperança é que a comunidade do Airbnb garanta a eles não apenas um lugar seguro para descansar e recomeçar, mas também boas-vindas calorosas à casa", completou.

O CEO do Airbnb, Brian Chesky, anunciou que a empresa vai oferecer acomodação gratuita a 20 mil afegãos pelo mundo
O CEO do Airbnb, Brian Chesky, anunciou que a empresa vai oferecer acomodação gratuita a 20 mil afegãos pelo mundo
Foto: BBC News Brasil

A oferta começa imediatamente e a empresa diz que está trabalhando com organizações não-governamentais in loco para ajudar com as necessidades mais urgentes.

O Airbnb explicou que vai colaborar com agências de reassentamento e ONGs "para ir onde a demanda está" e adaptar a iniciativa e o tipo de apoio à necessidade.

"Começando hoje, o Airbnb vai acomodar 20 mil refugiados afegãos pelo mundo de graça", escreveu Chesky no Twitter.

"Nós vamos pagar por essas estadias, mas não poderíamos fazer isso sem a generosidade dos nossos 'hosts' (as pessoas que alugam suas propriedades pela plataforma)", disse.

A empresa disse que os custos das estadias seriam financiados por meio de contribuições do Airbnb e de Chesky, bem como de pessoas que doam ao Airbnb.org Refugee Fund, um fundo criado pela empresa para políticas de apoio a refugiados.

Chesky pediu que hosts interessados em ajudar entrem em contato com ele.

"O deslocamento e reassentamento de refugiados afegãos nos Estados Unidos e em outros lugares é uma das maiores crises humanitárias da atualidade", ele disse.

Doações

Faz tempo que pessoas que alugam suas propriedades no Airbnb são encorajadas pela plataforma a doar estadias para "pessoas em situação de crise".

O esquema começou em resposta ao Furacão Sandy, em 2012, quando mais de mil pessoas precisaram de acomodação de emergência depois que Nova York foi atingida.

Milhares de afegãos correram para o aeroporto de Cabul após retomada do país pelo Talebã para tentar fugir do país
Milhares de afegãos correram para o aeroporto de Cabul após retomada do país pelo Talebã para tentar fugir do país
Foto: AFP / BBC News Brasil

Desde então, ele ajudou mais de 75 mil pessoas, segundo o Airbnb.

A empresa lançou a iniciativa Open Homes (Casas Abertas) em 2017, para permitir que a sua comunidade de hosts ofereça suas propriedades de graça a pessoas atingidas por desastres e que estão fugindo de conflitos.

Desde então, a iniciativa ofereceu estadias gratuitas a pessoas afetadas pelo terremoto na Cidade do México, os incêndios na Califórnia e na Austrália e outros desastres.

Depois, a empresa fundou a sua própria ONG, a Airbnb.org, que foca em ajudar as pessoas a trocarem e compartilharem acomodações e recursos em tempos de crise.

Na semana passada, deu financiamento emergencial ao Comitê Internacional de Resgate e ao Church World Service para garantir estadia temporária a mil refugiados afegãos.

E, no último fim de semana, deu hospedagem a 165 refugiados pouco depois de desembarcarem nos EUA.

"Acomodação acessível é urgentemente necessária e essencial", disse David Miliban, presidente do Comitê de Resgate Internacional.

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