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Advogado-geral do Tribunal de Justiça da UE diz que Reino Unido pode descartar Brexit

4 dez 2018
11h34
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O advogado-geral do Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) disse nesta terça-feira que o Reino Unido tem o direito de retirar o pedido para deixar o bloco, inaugurando uma nova frente de batalha sobre os planos da primeira-ministra britânica, Theresa May, para o chamado Brexit, antes de uma votação no Parlamento na próxima semana.

Torres do Tribunal de Justiça da UE em Luxemburgo 26/01/2017 REUTERS/Francois Lenoir
Torres do Tribunal de Justiça da UE em Luxemburgo 26/01/2017 REUTERS/Francois Lenoir
Foto: Reuters

A avaliação do advogado-geral do TJUE encorajará os defensores da filiação britânica à UE no Parlamento britânico no primeiro dos cinco dias de debate sobre os planos de May para manter laços econômicos estreitos com o bloco após o desligamento em março de 2019.

May terá que lutar para conseguir a aprovação parlamentar na votação crucial de 11 de dezembro, uma vez que sua proposta foi criticada tanto por apoiadores quanto por detratores do Brexit.

"O povo britânico quer que levemos adiante um acordo que honre o referendo e nos permita voltar a nos unirmos como um país, seja como for que tenhamos votado", dirá ela a parlamentares nesta terça-feira, segundo trechos de seu discurso. "Este é o acordo que atende ao povo britânico".

Se, contrariando as apostas, ela vencer a votação, o Reino Unido deixará a UE no dia 29 de março mediante termos negociados com Bruxelas -- a maior reviravolta no comércio e na política externa britânicas em mais de 40 anos.

A libra subiu depois da publicação do afirmação do advogado-geral do TJUE devido à esperança de que este torne um Brexit "sem acordo" desordenado menos provável em março próximo.

Se perder a votação, May pode convocar uma segunda, mas uma derrota aumentaria as chances de Londres se separar sem um pacto --perspectiva que poderia gerar caos na economia e nos negócios do país-- e criaria grande pressão pela renúncia da premiê.

Um fiasco também poderia tornar mais provável a realização de um segundo referendo sobre a saída da UE três anos após uma aprovação conquistada por uma margem pequena, o que quase certamente exigiria que a nação ao menos adie o rompimento.

May percorreu o Reino Unido, passou horas sendo questionada no Parlamento e convidou parlamentares à sua residência em Downing Street para tentar conquistar seus muitos críticos.

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