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MP pede dados de pagamento a servidores no gabinete de Gil Diniz, do PSL

Aliado da família Bolsonaro é acusado de praticar "rachadinha" em seu gabinete; Assembleia tem prazo de 20 dias para responder à promotoria

21 out 2019
20h35
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SÃO PAULO - O Ministério Público de São Paulo deu prazo de 20 dias para a Assembleia Legislativa apresentar a lista de funcionários e os comprovantes de pagamento de todos os servidores que trabalham ou trabalharam para o deputado estadual Gil Diniz (PSL), um dos principais aliados da família Bolsonaro no diretório do partido no Estado. Diniz é acusado por um ex-assessor de operar um esquema de "rachadinha" - quando os funcionários têm de devolver parte ou a totalidade dos salários ao político que os empregas.

O pedido faz parte de um dos dois inquéritos abertos para investigar o caso - um na esfera cível e outro na criminal, tocado pelo procurador-geral de Justiça, Gianpaolo Smanio, porque o deputado tem foro especial.

O autor da denúncia, Alexandre Junqueira, afirma que tinha de dar parte de seu salário - uma "gratificação" - para o deputado. Segundo ele, outros funcionários também tinham de repassar parte dos próprios vencimentos ao parlamentar, que nega. O dinheiro, segundo o ex-servidor, serviria para pagar apoiadores de Diniz.

Junqueira deve prestar depoimento dentro de 30 dias. Já Diniz deverá enviar sua defesa por escrito em um prazo de 15 dias. O gabinete do deputado afirmou que ainda não foi notificado sobre a abertura da investigação. Segundo o gabinete, na semana passada, assessores de Diniz juntaram voluntariamente seus extratos bancários e enviaram ao deputado, para auxiliá-lo na defesa.

Estadão
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