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Mourão: "Não autorizei o uso de minha imagem por ninguém"

No Twitter, vice-presidente disse que "protestos fazem parte da democracia" e que não houve ataque a instituições por parte de Bolsonaro

26 fev 2020
17h28
atualizado às 17h46
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O vice-presidente da República, Hamilton Mourão, saiu em defesa do presidente Jair Bolsonaro por compartilhar vídeos com aliados, pelo WhatsApp, em apoio a manifestações previstas para 15 de março. A informação foi revelada pelo Estadão e gerou reação negativa no Congresso. Para o vice, "protestos fazem parte da democracia" e o presidente "não atacou as instituições".

"Não autorizei o uso de minha imagem por ninguém, mas protestos fazem parte da democracia que não precisa de pescadores de águas turvas para defendê-la. O presidente @JairBolsonaro não atacou as instituições, que estão funcionando normalmente", escreveu Mourão.

Antes, outro militar do governo, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Augusto Heleno, buscou se distanciar de campanhas de financiamento para o protesto, mas não deixou clara sua posição sobre as manifestações.

"ATENÇÃO. Estão usando meu nome, indevidamente e sem meu conhecimento, para pedir apoio financeiro a empresários e amigos, em prol de propaganda e/ou de manifestações políticas. Alerto a todos que jamais faria isso ou autorizaria tal procedimento", disse Heleno.

Os protestos do dia de 15 de março surgiriam em reação à fala de Heleno, que chamou o Congresso de "chantagista" na semana passada.

O presidente em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto
O presidente em exercício, Hamilton Mourão (PRTB), em entrevista coletiva no Palácio do Planalto
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil / Estadão Conteúdo

Próximo de Bolsonaro, o secretário da Pesca, Jorge Seif Jr., também saiu em defesa do presidente. "Sutilezas: o que chamam de "protesto", eu chamo de manifestação de apoio. Tudo dentro e previsto na democracia de meu país", afirmou o secretário.

Mais cedo, Bolsonaro também se manifestou pelas redes sociais sobre a divulgação de vídeos convocando apoiadores a irem às ruas no dia 15 de março para defendê-lo. O presidente não negou ter feito os disparos, revelados pela colunista Vera Magalhães, do Estadão.

Sem citar o vídeo, Bolsonaro disse que "troca mensagens de cunho pessoal, de forma reservada". "Qualquer ilação fora desse contexto são tentativas rasteiras de tumultuar a República", afirmou no texto.

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Estadão
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