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Moraes: 'Quem ganhar vai ser diplomado no dia 19 de dezembro'

Ministro do STF que vai presidir o TSE nas eleições reafirmou compromisso das instituições do Poder Judiciário com a transparência das urnas eletrônicas; ele falou em evento de magistrados em Salvador neste sábado

14 mai 2022 14h22
| atualizado às 16h07
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O ministro do STF Alexandre de Moraes, que será o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2022, reafirmou neste sábado, 14, que o Poder Judiciário "vai continuar fiscalizando e garantindo a democracia no Brasil". E lembrou, em evento de magistrados em Salvador (BA), que o candidato que vencer a disputa para presidente da República nas urnas eletrônicas será diplomado pela Justiça no dia 19 de dezembro.

"Nós vamos garantir a democracia no Brasil com eleições limpas, transparentes, por urnas eletrônicas e, em 19 de dezembro, quem ganhar vai ser diplomado nos termos constitucionais. O Poder Judiciário vai continuar fiscalizando e garantindo a democracia", disse Moraes, em palestra no último dia do 24º Congresso Brasileiro de Magistrados, organizado pela Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) e registrado pela TV Bahia.

O TSE testou, nesta semana, as urnas eletrônicas que serão usadas nas eleições de 2022. Foto:

O ministro, que conduz o inquérito sobre as fake news e milícias digitais no Supremo e já determinou a suspensão do aplicativo de mensagens Telegram, também citou uma frase do filósofo italiano Umberto Eco em crítica às publicações sem credibilidade espalhadas na internet.

"A internet deu voz aos imbecis. Hoje, todo mundo é especialista. A pessoa coloca terno, gravata, um painel falso de livros atrás e começa a falar… desde guerra na Ucrânia até (sobre) gasolina, passando pelo Judiciário, e acaba sempre atacando o Supremo. Coloca uma legenda de 'professor' e se vende como especialista", afirmou Moraes.

No discurso, Alexandre de Moraes fez ainda uma defesa da democratização do acesso à internet, em fala sobre a liberdade de expressão. Mas ponderou que grupos organizados, em vários países democráticos, passaram a sofrer com "milícias digitais que se apoderaram das plataformas". "Não são mais ataques com armas, são ataques com milícias digitais nas plataformas. Isso é uma constatação. As milícias foram sendo criadas a partir de algo extremamente importante - a internet, grandes plataformas, divulgação de notícias, a possibilidade de cada pessoa poder manifestar sua opinião."

A ministra do STF Cármen Lúcia também participa do congresso neste sábado, além de representantes da AMB Mulheres, juízas afegãs e da palestrante global defensora dos Direitos Humanos Maha Mamo.

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Estadão
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