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Merkel fala sobre tremores e garante estar bem

29 jun 2019
14h41
atualizado às 14h51
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"Estou convencida que da mesma maneira que essa reação surgiu, também voltará a desaparecer", comentou a chanceler federal da Alemanha, que foi vista duas vezes sofrendo com tremores em pouco mais de uma semana.Os meios de comunicação da Alemanha repercutiram neste sábado (29/06) as primeiras declarações da chanceler federal Angela Merkel sobre o seu estado de saúde após dois episódios de tremores em um intervalo de pouco mais de uma semana que suscitaram especulações.

Merkel, durante a reunião do G20, no Japão. Tremores provocaram especulações sobre seu estado de saúde
Merkel, durante a reunião do G20, no Japão. Tremores provocaram especulações sobre seu estado de saúde
Foto: DW / Deutsche Welle

Ao ser questionada sobre sua saúde por um jornalista na entrevista coletiva conjunta com o ministro de Finanças alemão, Olaf Scholz, durante a Cúpula do G20 em Osaka, no Japão, a chanceler disse entender o interesse por sua situação.

"Mas não tenho nada particular para informar. Estou me sentindo bem. Estou convencida que da mesma maneira que essa reação surgiu, também voltará a desaparecer", comentou Merkel, que tem 64 anos e está no poder desde 2005.

Ontem, em sua entrevista coletiva diária, a porta-voz adjunta do governo alemão, Martina Fietz, já tinha assegurado que Merkel está bem de saúde e capacitada para cumprir todas suas obrigações. A declaração foi feita um dia depois de Merkel sofrer pela segunda vez em poucos dias um episódio de tremores durante um ato oficial em Berlim.

As imagens veiculadas de Osaka "mostram uma chanceler totalmente ativa e saudável que cumpre seu trabalho e com todos os encontros agendados", disse a porta-voz.

Os jornais Stuttgarter Zeitung e Stuttgarter Nachrichten publicaram ontem que, segundo fontes próximas ao governo, a própria Merkel considera que os tremores da última quinta-feira são consequência de uma reação psicológica ao episódio de espasmos que sofreu na semana anterior durante um ato oficial em Berlim com o presidente ucraniano, Volodymyr Zelenski. Na ocasião, uma onda de calor castigava a capital alemã.

"Não há nada com o que se preocupar. A lembrança do episódio da semana passada levou à situação de hoje, trata-se apenas de um processamento psicológico" do ocorrido então, destacaram as fontes citadas por estas publicações.

Merkel já tinha tentando na semana passada diminuir a importância em torno das especulações surgidas sobre seu estado de saúde, depois que foi vista tentando controlar um tremor enquanto recebia Zelenski em Berlim. Ela atribuiu seus espasmos a um problema de desidratação causado pelo calor. Na ocasião, Merkel afirmou que se recuperou após beber três copos d'água.

Nesse primeiro episódio, uma boa parte dos veículos de imprensa da Alemanha optou por mencionar o assunto brevemente, levando em consideração o calor que fazia na capital. No segundo episódio, no entanto, a cobertura foi mais ampla e levantou mais especulações sobre a saúde da chanceler.

Pedido de desculpas de líder verde

Neste sábado, a copresidente do Partido Verde da Alemanha, Annalena Baerbock, que também é deputada federal, pediu desculpas públicas depois de sugerir que os tremores de Merkel estavam ligados à mudança climática.

Durante uma coletiva de imprensa em Berlim na sexta-feira, na qual os verdes alemães apresentavam seus planos para proteção climática, Baerbock disse que "com relação às altas temperaturas, podemos ver pela chanceler que está claro que este clima de verão tem consequências para a saúde".

O líder do Partido Verde, em seguida, mencionou sua recente viagem ao Iraque, onde as temperaturas atingiram 48°C. Se tal calor atingisse a Alemanha, ela disse, "qualquer um que se expôr a um sol desses por uma hora ficaria com tremores". "Isso também vale para chanceleres", acrescentou ela.

No entanto, na manhã de sábado, Baerbock usou sua conta no Twitter para pedir desculpas por especular sobre as causas dos tremores de Merkel.

"Essa declaração foi um erro", escreveu ela. "Eu pedi desculpas à chanceler. Eu pensei em fazer uma conexão que não existe. O contexto da minha declaração foi a pergunta de um jornalista sobre se o estado de saúde do chanceler torna a realização de novas eleições mais urgentes. Eu queria dizer claramente que não e em seguida falar do calor. Mas isso foi feito de maneira errada".

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