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Merkel e Schulz entram de vez em campanha eleitoral

13 ago 2017
15h26
atualizado às 17h35
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Autoconfiança caracteriza dois principais candidatos ao governo alemão, ao inaugurar a fase quente de suas campanhas. Enquanto o social-democrata afirma "vou ser chanceler federal", a atual premiê já faz planos até 2025.A seis semanas das eleições legislativas na Alemanha, as duas maiores legendas do país, União Democrata Cristã (CDU) e Partido Social-Democrata (SPD), inauguraram a fase mais decisiva de suas respectivas campanhas.

Durante um evento partidário neste sábado (12/08), a líder democrata-cristã e chefe de governo alemã, Angela Merkel, anunciou a meta de reduzir o desemprego no país até o ano 2025. Seu adversário Martin Schulz também não desiste da esperança de uma vitória social-democrata, apesar da grande defasagem nas pesquisas de intenção de voto.

Num encontro da associação Empregados Democrata-Cristãos (CDA), em Dortmund, tradicional reduto social-democrata na região do Vale do Ruhr, Merkel declarou que, num prazo de oito anos, a taxa de desemprego alemã deverá estar abaixo de 3%. Ela diz acreditar que "vai ser possível conseguir isso": acima de tudo é necessário "olhar para as mais de 1 milhão de pessoas que são permanentemente desempregadas".

A chanceler federal conclamou seu partido a uma campanha eleitoral animada: "Precisamos fazer divulgação, precisamos lutar, precisamos nos empenhar por nossas causas." Ela aludiu a "uma sensação especial, no momento", pois por um lado a Alemanha está bem, por outro muitos sentem também insegurança.

Aludindo à legislatura passada, Merkel afirmou que, embora a CDU "tivesse ideias um pouco diferentes sobre o salário mínimo", este "trouxe mais segurança a muita gente". Isso se aplica aos estados da extinta Alemanha Oriental "de forma muito particular", mas foi igualmente "importante" para os demais estados.

Schulz aposta em melhor sistema penal

Seu oponente Martin Schulz, do SPD, por sua vez, mostrou-se extremamente otimista numa entrevista para a TV ZDF. "A eleição para o Bundestag ainda não está decidida", comentou, e conta que tenha "uma boa chance de encabeçar o próximo governo federal. "Tudo é possível", e a campanha eleitoral "vale a pena até o último minuto". E conclui: "Vou ser chanceler federal."

Num programa da emissora comercial RTL, o líder social-democrata enfatizou a segurança, anunciando que, como chefe de governo, pretende criar mais postos para policiais, advogados e juízes. "Não precisamos de um endurecimento das medidas penais, mas precisamos da aplicação das penas", explicou. Schulz visa, além disso, equiparar as condições de trabalho dos policiais nos diferentes estados alemães.

Em relação a imigrantes criminosos, "eles precisam finalmente levar um tranco", disse, "para saber quem manda na Alemanha". Na sociedade alemã é comum demais minimizar-se a violência, criticou Schulz, reivindicando que o monopólio estatal da força volte a ser imposto com maior peso.

Um ponto, porém, une os dois candidatos ao governo federal: o atual conflito entre o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Tanto a conservadora como o social-democrata apostam na linha diplomática e rechaçam todo tipo de investida bélica.

Distância considerável

Nas sondagens relativas ao pleito de 24 de setembro, a CDU e Merkel mantêm colocação estável (entre 37% e 40%) à frente de Schulz e seu SPD (23% a 25%). Numa enquete representativa divulgada neste domingo, encomendada ao instituto Emnid pelo jornal Bild am Sonntag, de Berlim, o SPD aparece com 24%, contra 38% para a CDU.

O líder da bancada parlamentar social-democrata, Thomas Oppermann, anunciou no jornal Tagesspiegel uma investida eleitoral mais dura contra a atual chanceler federal. "Acabou-se a época de folga para a Sra. Merkel": até o dia da votação, o SPD a "confrontará dia após dia com os desafios e problemas de nosso país, mas também com as oportunidades que ela desperdiçou".

Por sua vez, falando à SWR, a atual ministra do Trabalho e ex-secretária-geral social-democrata, Andrea Nahles, declarou-se insatisfeita com a campanha de seu partido. Sobretudo na comunicação é preciso "apertar as cravelhas ainda mais", já que muito do que o SPD faz e pretende "ainda não está na cabeça das pessoas".

AV/afp,dpa

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.

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