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Com Bolsonaro, astronauta brasileiro ganha nova missão

Educação é a aposta de Marcos Pontes, o astronauta brasileiro e novo Ministério da Ciência e Tecnologia

31 out 2018
13h35
atualizado às 13h59
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Educação é a aposta de Marcos Pontes, o astronauta brasileiro e novo Ministério da Ciência e Tecnologia, anunciado nesta quarta pelo presidente eleito Jair Bolsonaro. "Educação para formar cidadãos qualificados. Ciência para desenvolver ideias e soluções específicas para o Brasil. Tecnologia para transformar ideias em inovações, que vão se transformar em novos produtos, que vão se transformar em novas empresas, que vão criar novos empregos. Estou muito feliz", disse Pontes, em vídeo divulgado esta semana nas redes sociais.

Não falta a Pontes tenacidade. O tenente-coronel da aeronáutica que se transformou no primeiro astronauta do Brasil (e da América Latina e de língua portuguesa) conseguiu ir à Estação Espacial Internacional em grande parte por conta de sua determinação pessoal. Filho de um servente e de uma escriturária, Pontes nasceu em Bauru, em 1963. Desde criança sonhava em ser piloto.

Marcos Pontes foi confirmado como ministro da Ciência e Tecnologia por Bolsonaro
Marcos Pontes foi confirmado como ministro da Ciência e Tecnologia por Bolsonaro
Foto: Bruno Castilho / Futura Press / Estadão

Piloto de caça e engenheiro aeronáutico formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), com mestrado em engenharia de sistemas pela Naval Postgraduate School, na California, nos EUA, Pontes foi selecionado em 1998 para o programa da Nasa - a agência espacial americana. Naquele mesmo ano, ele iniciou o treinamento no Centro Espacial Lyndon Johnson, em Houston. Em dezembro foi declarado oficialmente astronauta da Nasa.

O voo inaugural de Pontes estava originalmente marcado para 2001, como parte da construção da Estação Espacial Internacional, da qual o Brasil fazia parte. O objetivo da missão seria transportar e instalar o módulo construído no Brasil. Problemas orçamentários da Nasa forçaram o adiamento da missão para 2003. A explosão do ônibus espacial Columbia, em fevereiro daquele ano, acabou por suspender todos os vôos da Nasa por tempo indeterminado.

Quando a ideia de ir ao espaço parecia já arquivada, em 2005, durante uma visita oficial à Rússia, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva, assinou um acordo de cooperação entre os dois países, que previa o envio de Marcos Pontes à Estação Espacial Internacional a bordo de uma nave russa - que passou a ser o único elo de ligação da Terra com a estação, depois do cancelamento dos voos da Nasa.

Entre outubro de 2005 e março de 2006, Pontes se preparou na Agência Espacial de Roscosmos, na Cidade das Estrelas, na Rússia. A missão brasileira recebeu o nome de Centenário, em homenagem aos cem anos do voo de Santos Dumont no 14 Bis, em 1906.

Em 30 de março de 2006, acompanhado do russo Pavel Vinogradov e do americano Jeffrey Williams, Pontes partiu da base de Baikonour, no Cazaquistão, a bordo da nave russa Soyuz TMA-8, que se aclopou à Estação Espacial na madrugada de primeiro de abril. Durante oito dias, Marcos Pontes ficou no laboratório espacial, onde realizou uma série de experimentos para a Agência Espacial Brasileira (AEB).

Desde então, Pontes tem se dedicado à divulgação científica, fazendo palestras por todo o Brasil.

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Estadão
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