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Maia busca Doria por apoio do PSDB para a reeleição na Câmara

Doria tenta aumentar sua influência no comando nacional do PSDB e reforçou sua aproximação com Maia após ser eleito governador

4 jan 2019
09h35
atualizado às 11h47
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O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), vai buscar apoio do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), para sua tentativa de reeleição no comando da Casa Legislativa. Os dois se reúnem nesta sexta-feira, 4, no Palácio dos Bandeirantes.

Doria tenta aumentar sua influência no comando nacional do PSDB e reforçou sua aproximação com Maia após ser eleito governador. Na Câmara, a legenda tucana ainda não oficializou sua posição em relação à eleição para a Mesa Diretora. Mas há indicação de que isso aconteça. No último dia 2, o líder do partido na Casa, Nilson Leitão (MS), declarou que a tendência do PSDB é apoiar Maia.

O presidente nacional do PSL, Luciano Bivar, afirmou nesta sexta-feira em entrevista à Eldorado que o apoio de seu partido à candidatura de Rodrigo Maia (DEM) à reeleição na Câmara pode representar uma aproximação do PSL com outras siglas, como o PSDB e o MDB. "O PSL tem todo interesse que todos os partidos se aglutinem porque Maia está imbuído dos melhores propósitos e a gente quer reformas", disse Bivar à rádio.

Questionado se isso representaria uma aproximação do PSL com partidos como o PSDB e MDB, Bivar respondeu: "Sim, com certeza. Ele (Maia) poderia ser ser eleito por aclamação. A gente quer ganhar a eleição, para dar viabilidade a uma agenda que melhora nosso país. Não é governo, partido. É o Brasil que está acima de tudo.".

Na quinta-feira, PSL, PRB e PSD anunciaram apoio formal a Maia. O PSD elegeu 34 deputados para a nova legislatura. O PSL terá ao menos 52 parlamentares na Casa - o número deve crescer já que eleitos já sinalizaram a possibilidade de migrar para a legenda de Bolsonaro. Já o PRB, terá 30 deputados. Com isso, se os deputados forem fiéis às orientações de suas lideranças, Maia poderá ter ao menos 145 votos, incluindo nesta conta os 29 do próprio DEM na Câmara.

Disputa pelo Senado

Após declarar apoio à candidatura de Maia à presidência da Câmara, o PSL, partido do presidente Jair Bolsonaro, tenta construir uma estratégia para evitar que Renan Calheiros (MDB-AL) volte a presidir o Senado. O emedebista, que apoiou Fernando Haddad (PT) na eleição presidencial deste ano, é considerado um nome hostil ao novo governo por aliados de Bolsonaro. Renan conta com o apoio de parte da bancada petista na Casa.

O PSL articula a construção de um consenso entre os senadores que já se movimentam como pré-candidatos à presidência da Casa e fazem oposição a Renan. Ontem, o presidente do partido, deputado Luciano Bivar (PE), confirmou o nome do senador eleito Major Olímpio (SP) para a presidência do Senado. Líderes do PSL admitem, porém, que a candidatura é uma estratégia para valorizar o "passe" do partido de Bolsonaro na negociação por cargos na Mesa Diretora. Em entrevista ao Estadão/Broadcast, Olímpio admitiu que desistirá da disputa se outro aliado se destacar como candidato anti-Renan.

Desde dezembro, líderes do partido de Bolsonaro têm realizado encontros com os senadores que pretendem disputar o pleito em fevereiro. Até agora, as conversas foram feitas com Davi Alcolumbre (DEM-AP), Tasso Jereissati (PSDB-CE), Alvaro Dias (PODE-PR) e Esperidião Amin (PP-SC). As negociações também devem chegar a Simone Tebet (MDB-MS), que, apesar de não ser candidata oficialmente, é vista como alternativa ao nome de Renan no MDB. O senador alagoano age para assumir um 5.º mandato na presidência da Casa. A necessidade de renovação na cúpula do Senado é um dos argumentos mais usados contra sua candidatura.

O PSL sabe que a candidatura de Olímpio não é a mais forte porque ele é novato na Casa - uma questão que costuma pesar na escolha do presidente. "O único jeito de vencer o Renan é unir todos contra ele. Só pode haver um candidato, se não ele se beneficia", disse a deputada eleita Joice Hasselmann (PSL-SP). "Se pulverizar, quem ganha é o Renan." Na avaliação do PSL, o apoio a Maia na Câmara teve como efeito o enfraquecimento da candidatura de Alcolumbre no Senado, pois ambos são do mesmo partido.

"Major Olímpio é um homem razoável e que vai aglutinar com outros candidatos que porventura tenham mais densidade eleitoral. Se isso acontecer, o Major tranquilamente se junta. Eu mesmo era candidato do partido à presidência da Câmara, achei que seria insuficiente mesmo com 53 votos (número de deputados do PSL na Casa), porque Maia tem mais tecnicidade para presidir. Não estamos atrás de vaidade. Mas se aglutinar, teremos 25, 27 dias ainda para discutir".

Estadão
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