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Livres rompe com prefeito fluminense que se associou a Witzel

Vinicius Claussen, prefeito de Teresópolis, deixou o grupo que o ajudou a se eleger em pleito extemporâneo de 2018

21 out 2019
18h02
atualizado às 19h59
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O movimento de renovação Livres rompeu com o prefeito de Teresópolis, Vinicius Claussen, após ele trocar o Cidadania pelo PSC do governador do Rio Wilson Witzel. O movimento, formado por liberais dissidentes do PSL, ajudou Claussen a se eleger na eleição extemporânea no município em 2018, mas decidiu retirar seu apoio ao prefeito após a troca de partido.

O motivo da saída de Claussen do movimento foi a associação ao governador do Rio. O Livras se declara contrário à política de Witzel na área da segurança pública. "O movimento acredita que segurança pública é um dos principais problemas a serem enfrentados no Rio de Janeiro e que Witzel tem adotado uma política de extermínio e violação de direitos humanos contra a população carioca", diz o Livres, em nota.

"Sempre tive um relacionamento saudável com o movimento e nunca infringi seus princípios", diz o prefeito. "Pelo contrário, nossa gestão tem adotado ações liberais que vem servindo de exemplo para o Estado e para o Brasil". Procurado pela reportagem, Witzel não quis se manifestar.

O prefeito Vinicius Claussen e o governador Wilson Witzel 
O prefeito Vinicius Claussen e o governador Wilson Witzel
Foto: Reprodução/Facebook Vinicius Claussen / Estadão

Claussen foi o primeiro político eleito com o apoio do Livres desde que o movimento se desligou do PSL no ano passado, após o partido começar a se movimentar para abrigar o então pré-candidato à presidente Jair Bolsonaro. O pleito municipal em Teresópolis aconteceu em 2018 após a chapa eleita em 2016, encabeçada por Mário Tricano (PP), ser cassada.

A saída de Claussen não chegou a ser discutida no Comitê de Ética do movimento por ter sido acordada em comum acordo com o Livres. No domingo, o Estado mostrou que o movimento cobra fidelidade de seus membros a valores defendidos pelo Livres.

Assim como o RenovaBR, o Agora!, o Acredito, a Raps e o MBL, o Livres está entre os movimentos de formação ou renovação política que têm ganhado força e incomodado a política "tradicional".

Estadão
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