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Líderes do MBL desistem do Podemos, mas mantêm apoio a Moro

Grupo negocia com União Brasil, Cidadania e Patriota

16 mar 2022 - 22h18
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BRASÍLIA — Parlamentares do Movimento Brasil Livre (MBL) desistiram de se filiar ao Podemos, partido do presidenciável Sérgio Moro. O recuo acontece durante a crise causada por áudios sexistas do deputado estadual Arthur do Val (Sem partido-SP). "Deixamos o Podemos, mas ainda não decidimos o novo partido e manteremos apoio à candidatura do Moro", disse o deputado Kim Kataguiri (União-SP) ao Estadão. O deputado afirmou, ainda, que eles negociam a filiação ao União Brasil, onde o próprio Kim já está, ao Cidadania — que aprovou formar federação com o PSDB — e ao Patriota.

A divisão na base de apoio de Moro já estava evidente desde janeiro, quando os integrantes do MBL anunciaram o embarque no Podemos. Mesmo com o acordo para lançar Do Val como candidato ao governo de São Paulo pela sigla, prefeitos do interior paulista ignoraram e mantiveram a ideia de apoiar a pré-candidatura do vice-governador Rodrigo Garcia (PSDB).

'Deixamos o Podemos, mas ainda não decidimos o novo partido e manteremos apoio à candidatura do Moro', disse Kim Kataguiri ao Estadão.
'Deixamos o Podemos, mas ainda não decidimos o novo partido e manteremos apoio à candidatura do Moro', disse Kim Kataguiri ao Estadão.
Foto: Reprodução/Twitter Kim Kataguiri / Estadão

Quando Do Val, conhecido como "Mamãe Falei", foi flagrado fazendo comentários machistas sobre ucranianas, o MBL resolveu sugerir o nome do vereador Rubinho Nunes (Podemos-SP) para o governo de São Paulo, mas boa parte do partido no Estado ainda manteve a ideia de apoiar o PSDB. Em outra frente, Moro chegou a sugerir o nome da presidente do Podemos, deputada Renata Abreu (SP), para concorrer a vaga, mas ela não confirmou a intenção de aceitar o convite.

Após a divulgação do áudio do deputado estadual, integrantes do MBL e do Podemos passaram a entrar em atrito. Os senadores Alvaro Dias (Podemos-PR) e Lasier Martins (Podemos-RS) foram os mais efusivos nas críticas. Já integrantes do MBL passaram a rebater e circularam uma notícia de 2017, que relata que a ex-mulher de Lasier teria o acusado de agressão.

Em outro momento que evidencia a crise, Renan Santos, coordenador do MBL, participou na semana passada de uma transmissão ao vivo em que cobra os aliados do grupo uma mobilização para que Do Val não seja cassado pela Assembleia de São Paulo. No vídeo, Renan xinga, bate na mesa e reclama da falta de apoio de aliados.

Estadão
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