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Após proibição, Coreia do Norte volta a lançar foguetes

4 mai 2019
09h29
atualizado às 09h40
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O Estado-Maior das Forças Armadas da Coreia do Sul informou que, como parte de um teste de armamentos, os militares norte-coreanos dispararam vários "projéteis de curto alcance" em direção ao Mar do Japão na manhã de sábado (04/05, hora local).

Coreia do Norte promete "resultado indesejado" se sanções econômicas não forem aliviadas
Coreia do Norte promete "resultado indesejado" se sanções econômicas não forem aliviadas
Foto: DW / Deutsche Welle

Inicialmente, não ficou claro de que tipo de armamento se tratava. Suspeita-se que os mísseis partiram de um lançador múltiplo de foguetes. O Estado-Maior sul-coreano está investigando os detalhes do lançamento.

De acordo com as informações sul-coreanas, os projéteis foram lançados em intervalos de cerca de 20 minutos da costa leste do país vizinho. Eles voaram cerca de 70 a 200 quilômetros e depois caíram no mar. Não se tratava de mísseis balísticos, informou a agência de notícias sul-coreana Yonhap, citando um representante militar.

Se confirmado, o lançamento será o primeiro documentado do país desde que disparou um míssil balístico intercontinental (MBI) em novembro de 2017. Depois disso, Pyongyang declarou que suas capacidades nucleares estavam completas e reiniciou as negociações com os EUA e a Coreia do Sul.

A Coreia do Norte está proibida de realizar testes com mísseis balísticos de diferentes alcances, assim como testes de armas atômicas. Os mísseis balísticos geralmente podem transportar uma ogiva convencional, química, biológica ou nuclear.

O governo americano não comentou o lançamento. "Estamos cientes das ações da Coreia do Norte esta noite. Continuaremos a monitorar como necessário", afirmou em Washington a porta-voz da Casa Branca, Sarah Sanders.

O Ministério da Defesa do Japão disse que os projéteis caíram longe da costa japonesa e que o país não corre nenhum risco de segurança.

No início da semana, o vice-ministro das Relações Exteriores da Coreia do Norte, Choe Son-hui, alertou sobre um "resultado indesejado", se Washington não ajustar a sua posição sobre as sanções econômicas.

Na sexta-feira, o ministro sul-coreano das Relações Exteriores, Kang Kyung-wha, declarou que Pyongyang deveria mostrar uma ação de desnuclearização "visível, concreta e substancial", se quisesse alívio de sanções.

Em sua primeira reunião de cúpula com o presidente dos EUA, Donald Trump, em Cingapura no ano passado, o líder norte-coreano, Kim Jong-un, havia concordado em desnuclearizar a península coreana. Etapas concretas não foram acordadas.

As conversações entre o líder norte-coreano e o presidente dos Estados Unidos fracassaram em fevereiro sobre os termos de um potencial arrefecimento de sanções e as nações estão em desacordo desde então.

Deutsche Welle A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.
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