Sob Calderón, México vive escalada de mortes

Com menos de 10 dias na presidência do México, Felipe Calderón declarou guerra ao narcotráfico e ao crime organizado em 11 de dezembro de 2006. Contando com o apoio dos EUA, o destino de grande parte da droga produzida no país, Calderón empregou o Exército no combate e deu início a uma caçada irredutível aos cartéis e a seus chefes, iniciando com os Estados de Michoácan, Baja California, Jalisco e Guerrero.

Cinco anos e 47.515 mil mortes depois (números computados até setembro de 2011), a escalada da violência aponta que não há vencedores na guerra mexicana. O combate aos cartéis levou a mais de 120 mil prisões somente até março de 2010, segundo dados oficiais, porém o número de mortes violentas aumentou expressivamente a cada ano. Para piorar, algumas áreas do país, como Ciudad Juárez, se tornaram sinônimo de morte violenta.

Dados divulgados no início deste ano pela Procuradoria Geral do México e referentes aos nove primeiros meses de 2011, apontam que 12,903 pessoas morreram em decorrência de execuções*, agressões e enfrentamentos** envolvendo o crime organizado. Veja a seguir os números, os Estados e as cidades mais afetadas pelo crime organizado durante o governo de Calderón, entre 2007*** e 2011.

*São consideradas mortes por “execuções” os falecimentos com extrema violência que envolvam membros de uma organização criminal como algozes, vítimas ou ambos.
** São consideradas mortes por “agressões e enfrentamentos” os falecimentos produzidos por ataques por parte de grupos da delinqüência organizada contra autoridade. Também inclui os enfrentamentos entre grupos armados que não fazem parte de autoridade alguma.
***Os números de 2006 são referentes a apenas o mês de dezembro, quando 62 pessoas morreram.


Fonte: Procuradoria-Geral da República do México